Falta de recursos financeiros impede Polícia Judiciária de destruir provas de tráfico
A acumulação de provas criminais tornou-se um obstáculo logístico para a Polícia Judiciária (PJ). A falta de financiamento específico está a atrasar a destruição de drogas e produtos químicos apreendi...

A acumulação de provas criminais tornou-se um obstáculo logístico para a Polícia Judiciária (PJ). A falta de financiamento específico está a atrasar a destruição de drogas e produtos químicos apreendidos em operações recentes.
Orçamento geral pressionado
As autoridades têm desmantelado diversos laboratórios e apreendido grandes quantidades de químicos usados no tráfico de estupefacientes. O volume de material ilícito recolhido disparou nos últimos anos.
O problema central reside no modelo de financiamento. Os custos avultados para a incineração e eliminação destas substâncias saem diretamente do orçamento geral da PJ.
Esta sobrecarga financeira contínua impede a destruição célere das provas e consome recursos necessários para outras áreas de atuação da força de segurança.
Investigação expõe o problema
A escassez de verbas para esta finalidade ganhou agora dimensão pública. A falha estrutural foi exposta na sequência das investigações do processo que envolve o atual ministro da Administração Interna.
O caso mediático revelou as dificuldades diárias das autoridades. Sem fundos dedicados em exclusivo à eliminação de material apreendido, a Polícia Judiciária vê-se forçada a reter substâncias perigosas nas suas instalações por tempo indeterminado.





























