As demissões no IEFP levam o PS a exigir explicações ao Governo por favorecimento partidário
O Partido Socialista (PS) promete escrutinar no Parlamento todas as recentes alterações de chefias no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Os socialistas acusam o Governo de afastar de...

O Partido Socialista (PS) promete escrutinar no Parlamento todas as recentes alterações de chefias no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). Os socialistas acusam o Governo de afastar dezenas de dirigentes para entregar os cargos a figuras ligadas ao Partido Social Democrata (PSD).
A direção nacional do PS quer respostas imediatas. O principal partido da oposição exige que Maria do Rosário Palma Ramalho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, justifique os critérios destas demissões em massa. Os socialistas pedem a suspensão de novas nomeações até à abertura de concursos públicos transparentes geridos pela CReSAP e pelo próprio IEFP.
Vaga de exonerações no centro e sul
As mudanças mais recentes atingiram os centros de emprego do Alentejo, Algarve e da região Centro. O PS denuncia que os novos diretores assumem as pastas sem qualquer percurso conhecido na área do emprego e da formação profissional. O traço comum entre os nomeados é, segundo a oposição, a forte ligação política ao PSD.
Esta estratégia governamental repete as decisões de junho. Nessa altura, o Governo nomeou novos delegados regionais para as mesmas zonas geográficas através de regimes de substituição, evitando os habituais concursos públicos.
Segurança Social segue a mesma estratégia
As alterações não afetam apenas as políticas de emprego. O PS alerta que a Segurança Social enfrenta um cenário idêntico de aparelhamento político, indicando que 15 dos 18 diretores distritais acabaram substituídos por militantes sociais-democratas.
A oposição teme que a instabilidade nas chefias prejudique a aplicação de políticas ativas de emprego num momento crítico. O partido reforça que Portugal precisa de serviços públicos eficazes e recusa a transformação dos institutos do Estado numa simples ferramenta de favorecimento partidário.





























