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DESPORTO

Árbitros paralisam estágio em Tomar e exigem desculpas de Pedro Proença

O arranque da época 2026/27 do futebol português está em risco. Os árbitros profissionais recusam iniciar os trabalhos de preparação em Tomar sem um pedido de desculpas público de Pedro Proença.

Árbitros paralisam estágio em Tomar e exigem desculpas de Pedro Proença
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O arranque da época 2026/27 do futebol português está em risco. Os árbitros profissionais recusam iniciar os trabalhos de preparação em Tomar sem um pedido de desculpas público de Pedro Proença.

A exigência da classe de arbitragem

O boicote afeta a primeira ação de reciclagem e avaliação da temporada. O grupo de juízes e o Conselho de Arbitragem mantêm-se paralisados na cidade ribatejana e prometem não ceder.

A greve de zelo surge como protesto direto contra áudios divulgados recentemente. Nas gravações, o atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) tece duras críticas à qualidade da arbitragem nacional.

A origem da polémica e a defesa da FPF

As gravações remontam a 2024. Na altura, Pedro Proença liderava a Liga Portugal e preparava a sua candidatura vitoriosa à presidência da FPF. Nos excertos, além de desvalorizar os juízes, aborda os processos judiciais do Benfica e critica o vice-líder federativo José Fontelas Gomes.

O presidente da FPF reagiu com promessas de avançar para os tribunais. Pedro Proença considera a divulgação ilegal e imoral. O dirigente garante que as conversas privadas foram manipuladas e retiradas do seu contexto pré-eleitoral.

Tensão máxima a dias da Supertaça

O calendário desportivo enfrenta um cenário de enorme incerteza. O estágio em Tomar é de presença obrigatória para testar as capacidades físicas, técnicas e teóricas dos árbitros.

Esta paralisação acontece a apenas uma semana do início das I e II Ligas. O primeiro encontro oficial ocorre já este sábado com a Supertaça entre o FC Porto e o Torreense, em Coimbra, com arbitragem entregue a André Narciso.

O clima atual agrava um cenário institucional frágil. O Ministério Público continua a investigar alegadas interferências nas nomeações de árbitros, num verão marcado também pela demissão de Duarte Gomes da direção técnica nacional.

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