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ECONOMIA

Literacia financeira nas universidades revela lacunas graves e medo do risco

Estudar numa instituição de ensino superior não garante boas decisões financeiras. O sexto inquérito da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) conclui que a população universitária portugue...

Literacia financeira nas universidades revela lacunas graves e medo do risco
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Estudar numa instituição de ensino superior não garante boas decisões financeiras. O sexto inquérito da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) conclui que a população universitária portuguesa mantém falhas graves na compreensão da economia.

Mais de um terço dos inquiridos acertou em menos de metade das perguntas de literacia financeira. Quase 37% assumem saber pouco ou nada sobre os mercados, embora grande parte da amostra pertença a áreas de economia e gestão.

O medo de arriscar e perder poupanças

A aversão ao risco domina as escolhas desta população qualificada. Mais de 42% dos participantes evitam tomar decisões que envolvam qualquer tipo de risco financeiro.

O receio de perder o que já têm dita as regras. Cerca de 60% dos estudantes e ex-alunos sofrem de aversão à perda. Sentem o impacto negativo de perder dinheiro com muito mais força do que a satisfação de eventuais ganhos equivalentes.

Poupança focada no imediato e nas férias

Apesar das lacunas teóricas, quase metade dos inquiridos consegue poupar mais de 10% do rendimento mensal. Ainda assim, 11% não guardam dinheiro com regularidade e quase 6% não pouparam um cêntimo no último ano.

O destino dos fundos revela prioridades imediatas. A criação de uma almofada financeira para imprevistos lidera as motivações (64%), seguida pelos gastos com férias e viagens (54%). Preparar a reforma preocupa apenas 32% dos inquiridos.

Homens e jovens arriscam mais

O perfil do investidor muda de forma clara com o género e a idade. Os homens entre os 26 e os 40 anos aceitam a incerteza com muito mais naturalidade.

As mulheres, os inquiridos com mais de 40 anos e as pessoas com menor conhecimento teórico preferem jogar pelo seguro. A conclusão do regulador é evidente: quem perceciona ter mais conhecimentos financeiros apresenta muito mais confiança para investir e arriscar.

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