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PORTUGAL

Alentejo concentra cinco obras urgentes a um mês do fim do PRR

Falta apenas um mês para o fecho das contas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A Infraestruturas de Portugal (IP) corre contra o tempo para terminar cinco empreitadas rodoviárias. A maioria ...

Alentejo concentra cinco obras urgentes a um mês do fim do PRR
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Falta apenas um mês para o fecho das contas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A Infraestruturas de Portugal (IP) corre contra o tempo para terminar cinco empreitadas rodoviárias. A maioria dos trabalhos pendentes localiza-se no Alentejo.

A empresa liderada por Paulo Carmona mantém a confiança. A IP assegura o cumprimento de todas as metas europeias. O objetivo passa por maximizar a execução financeira mesmo após o mês de agosto.

Obras críticas no sul do país

O investimento nas ligações em falta e aumento de capacidade atinge os 87% de execução. O principal foco de atraso localiza-se na estrada IP8. Existem três intervenções inacabadas nesta via.

A primeira envolve a ligação entre Sines e a A2, no troço de Relvas Verdes a Roncão. A segunda afeta a Nacional 121, que une Ferreira do Alentejo a Beja, incluindo a variante a Beringel. A terceira incide sobre a Nacional 259, entre Santa Margarida do Sado e Ferreira do Alentejo.

A lista de trabalhos incompletos abrange ainda a variante nascente de Évora, no IP2. Fora do Alentejo, regista-se apenas o atraso na variante à Nacional 211, entre Quintã e Mesquinhata, no distrito do Porto.

Milhões de euros assegurados

A verba europeia destinada à gestora de infraestruturas ascende a 542 milhões de euros. A IP já utilizou 89% destes fundos disponíveis. Falta aplicar cerca de 11% do orçamento total.

A entidade alcançou 20 dos objetivos traçados pelo programa. Os contratos fechados incluem a digitalização ferroviária, as ligações transfronteiriças e a melhoria de acessos a zonas empresariais.

Sucessos e derrapagens orçamentais

A gestora rodoviária concluiu com sucesso sete intervenções estruturais. Destacam-se as variantes de Olhão (N125) e da Atalaia (N4), além da requalificação da Nacional 344 e do IC35 em Penafiel. A região norte beneficiou dos avanços na Nacional 14 e na ligação de Baião à Ponte de Ermida.

Alguns projetos saíram da rota dos fundos europeus. O eixo rodoviário Aveiro-Águeda exemplifica esta situação. A obra falhou os prazos do PRR e vai contar com financiamento parcial do Orçamento do Estado.

Recuperação das estradas cortadas

A empresa enfrenta também as consequências das tempestades que atingiram o país no início do ano. O mau tempo provocou cortes em 21 estradas e interrompeu a circulação em duas linhas ferroviárias. A IP garante resolver os danos sem afetar o ritmo das grandes obras.

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