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PORTUGAL

Ensino superior português ganha treze universidades politécnicas sob compromisso de igualdade docente

O panorama do ensino superior em Portugal muda de forma significativa a partir deste sábado. Treze institutos politécnicos espalhados pelo país assumem oficialmente a designação de universidades polit...

Ensino superior português ganha treze universidades politécnicas sob compromisso de igualdade docente
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O panorama do ensino superior em Portugal muda de forma significativa a partir deste sábado. Treze institutos politécnicos espalhados pelo país assumem oficialmente a designação de universidades politécnicas.

A alteração legal procura reforçar a atratividade das instituições e captar mais estudantes estrangeiros. Luís Loures, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), defende que o termo universidade define melhor a oferta formativa a nível global.

Esta revisão elimina barreiras antigas do sistema educativo. As instituições ganham maior interoperabilidade e os seus líderes adotam formalmente o título de reitor.

Modelos únicos no Porto e em Leiria

O processo de transição avança com moldes diferentes em duas cidades. A norte, a transformação resulta na criação da Universidade Técnica do Porto até ao final de agosto.

Na região centro, nasce a Universidade de Leiria e do Oeste, cujo funcionamento pleno está traçado para 2030. Ambas as instituições passam a integrar os dois subsistemas, mantendo a vertente politécnica em simultâneo com o ensino universitário.

A reestruturação no Porto motivou intervenções do PCP, Bloco de Esquerda e Livre. Os três partidos pediram a apreciação parlamentar do decreto, manifestando preocupação com possíveis assimetrias nas condições laborais dos docentes.

Promessa de carreira docente unificada

As novas regras deixam a descoberto desigualdades no início da carreira dos professores. Luís Loures reconhece o problema nas escolas que mantêm o estatuto docente politécnico, mas aponta uma solução governamental.

Fernando Alexandre, ministro da Educação, Ciência e Inovação, comprometeu-se a reverter a situação. A tutela planeia desenhar uma carreira única para aplicar a todo o ensino superior.

O setor mantém-se vigilante face às promessas da tutela. O líder do CCISP deixa um aviso claro e garante que as instituições vão lutar por direitos iguais caso o Governo recue no acordo.

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