Pequim confronta Washington sobre novas sanções antes da visita oficial de Xi Jinping
A visita de Estado de Xi Jinping a Washington, agendada para 24 de setembro, avança sob um clima de forte tensão comercial. O Governo chinês manifestou o seu desagrado formal face às recentes sanções ...

A visita de Estado de Xi Jinping a Washington, agendada para 24 de setembro, avança sob um clima de forte tensão comercial. O Governo chinês manifestou o seu desagrado formal face às recentes sanções impostas pelos Estados Unidos.
O vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, transmitiu estas preocupações durante uma videoconferência com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, e o representante para o Comércio, Jamieson Greer. As duas equipas classificaram a conversa como franca e construtiva, focada em estabilizar a relação bilateral.
Bloqueio à tecnologia e robótica
A Administração Trump aprovou recentemente medidas rigorosas contra o setor tecnológico chinês. A nova legislação proíbe de forma imediata a importação de robôs humanoides produzidos na China.
Washington ameaça também punir as empresas asiáticas que utilizam a técnica de destilação de inteligência artificial. Este método permite às firmas estrangeiras copiar as capacidades de modelos avançados dos EUA de forma rápida e económica para treinar os seus próprios sistemas.
Universidades sob vigilância
O ensino superior chinês sofreu igualmente o impacto das novas políticas restritivas. Instituições de excelência, como as universidades de Fudan e Jiao Tong em Xangai, perderam o acesso a financiamento e a equipamentos do Pentágono para investigação científica base.
No setor comercial, os Estados Unidos avançaram com tarifas de 12,5% sobre vários produtos chineses. A equipa norte-americana justifica esta penalização com a falta de medidas eficazes de Pequim para combater o trabalho forçado.
Exigências da Casa Branca
Durante a reunião virtual, os responsáveis norte-americanos pressionaram a China a cumprir os acordos anteriores. A diplomacia dos EUA exige o respeito integral pelos compromissos assumidos nas exportações de terras raras e nas importações de produtos agrícolas americanos.
O encontro de setembro marcará a primeira ida de um Presidente chinês à Casa Branca desde a reunião com Barack Obama em 2015. A cimeira tentará atenuar os sucessivos atritos bilaterais em setores considerados estratégicos, como a defesa, os semicondutores e a inteligência artificial.





























