República Democrática do Congo aproxima-se do pico de surto de Ébola com 254 mortes
O pico da atual epidemia de Ébola ainda não chegou, mas o balanço na República Democrática do Congo já atingiu proporções alarmantes. As autoridades de saúde confirmam agora 254 mortes provocadas pelo...

O pico da atual epidemia de Ébola ainda não chegou, mas o balanço na República Democrática do Congo já atingiu proporções alarmantes. As autoridades de saúde confirmam agora 254 mortes provocadas pelo raro vírus Bundibugyo.
A província de Ituri concentra a maioria dos 1.003 casos confirmados desde a declaração oficial do surto. A ausência de vacinas e de tratamentos para esta variante agrava o cenário no terreno.
Rastreio de contactos falha metas
As equipas enfrentam graves dificuldades para conter a propagação. O Ministério da Saúde congolês assume que a taxa de rastreio abrange apenas 55% dos casos necessários.
O doente zero continua por identificar. Os profissionais de saúde tentam agora localizar e isolar mais de 35 mil pessoas que estiveram expostas a indivíduos infetados.
A Organização Mundial da Saúde avalia que a infeção começou a circular dois meses antes do alerta oficial de maio. A gravidade forçou a agência a declarar emergência de saúde pública de importância internacional.
Vírus alastra a países vizinhos
A fronteira não conteve a progressão da doença. O vizinho Uganda reporta 19 casos confirmados e duas vítimas mortais. A esmagadora maioria destas infeções teve origem direta no território congolês.
Apesar da rápida expansão do vírus, os dados oficiais trazem uma pequena nota positiva. O governo informa que 100 doentes conseguiram recuperar da doença.
O vírus transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de humanos ou animais infetados. A doença manifesta-se através de febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.




























