A Colômbia prepara viragem à direita com vitória de populista apoiado por Donald Trump
A Colômbia prepara-se para uma alteração radical de rumo a partir de 7 de agosto. Abelardo de la Espriella, advogado sem experiência política, venceu as eleições presidenciais com uma margem mínima.

A Colômbia prepara-se para uma alteração radical de rumo a partir de 7 de agosto. Abelardo de la Espriella, advogado sem experiência política, venceu as eleições presidenciais com uma margem mínima.
O novo líder sul-americano conta com o apoio explícito dos Estados Unidos. Donald Trump e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, já celebraram a vitória do candidato conservador nas redes sociais.
A eleição de la Espriella junta o país a outras nações latino-americanas, como a Argentina, o Chile e o Equador, numa clara inclinação política à direita.
Mão de ferro contra o narcotráfico
Conhecido como "O Tigre", o milionário promete uma frente dura contra a criminalidade. O plano de governo prevê a construção de mega-prisões onde os reclusos terão apenas direito a pão e água.
O presidente eleito tenciona bombardear os acampamentos dos cartéis de droga. Para concretizar esta operação, espera contar com o apoio logístico e militar dos Estados Unidos e de Israel.
A agenda económica e administrativa impõe também cortes severos. O aparelho de Estado vai encolher cerca de 40%, de acordo com as promessas de campanha para reduzir os gastos públicos.
Divisão profunda nas ruas
As urnas ditaram a vitória de la Espriella com 49,7% dos votos, contra os 48,7% do senador de esquerda Iván Cepeda. O candidato derrotado, ativista dos Direitos Humanos, recusa assumir a perda antes da contagem oficial definitiva.
O resultado desencadeou reações opostas em todo o território nacional. Milhares de apoiantes do vencedor festejaram nas ruas de Barranquilla e de outras cidades, vestidos com as camisolas da seleção nacional de futebol.
O descontentamento de faixas rivais gerou tumultos graves. Manifestantes em Cali queimaram bandeiras norte-americanas e enfrentaram a polícia de choque. A capital, Bogotá, também registou protestos intensos nas últimas horas.
A nação enfrenta agora o receio de uma nova escalada de violência. O cenário agrava-se num país já marcado por mais de seis décadas de conflito armado interno e profundas desigualdades sociais.





























