Onda de calor extremo leva diretores a exigir suspensão de aulas nas escolas
As temperaturas acima dos 40 graus ameaçam a saúde das crianças e forçam os diretores escolares a agir. A Associação de Diretores Escolares defende a suspensão imediata das atividades nos estabelecime...

As temperaturas acima dos 40 graus ameaçam a saúde das crianças e forçam os diretores escolares a agir. A Associação de Diretores Escolares defende a suspensão imediata das atividades nos estabelecimentos de ensino sem conforto térmico adequado.
A medida procura proteger os alunos mais vulneráveis, sobretudo as crianças do pré-escolar e do primeiro ciclo. Estas são as faixas etárias que ainda se encontram a ter aulas nesta altura do ano.
Decisões ajustadas a cada região
Filinto Lima, presidente da associação, afasta a aplicação de uma regra igual para todo o país. O responsável propõe uma avaliação rigorosa, feita caso a caso e analisada distrito a distrito.
O interior de Portugal enfrenta temperaturas extremas, a rondar os 45 graus, enquanto várias zonas do litoral mantêm os termómetros na casa dos 20 graus. Esta forte assimetria territorial exige uma resposta local e coordenada.
As autarquias, o Ministério da Educação e as direções das escolas devem decidir os encerramentos em conjunto. A prioridade máxima recai sempre sobre a segurança e o bem-estar dos mais novos.
Falta de condições é um problema crónico
A ausência de isolamento adequado nos edifícios escolares castiga os alunos ao longo de todo o ano letivo. Grande parte dos recintos foi construída há várias décadas, quando a climatização não representava uma prioridade.
Durante o inverno passado, várias crianças levaram mantas de casa para suportar o frio nas salas de aula. Agora, o cenário inverte-se por completo e obriga ao uso de roupas muito frescas.
O aquecimento excessivo transforma muitas instalações em autênticas estufas. Sem qualquer equipamento para atenuar o calor intenso, torna-se impossível garantir uma aprendizagem num ambiente saudável.




























