Negociações na Suíça definem prazo de 60 dias para acordo de paz entre Irão e Estados Unidos
O conflito no Médio Oriente pode estar a dois meses do fim. Um novo roteiro diplomático desenhado entre o Irão e os Estados Unidos prevê a conclusão de um acordo de paz definitivo num prazo de 60 dias...

O conflito no Médio Oriente pode estar a dois meses do fim. Um novo roteiro diplomático desenhado entre o Irão e os Estados Unidos prevê a conclusão de um acordo de paz definitivo num prazo de 60 dias.
As delegações políticas principais encerraram um ciclo de 18 horas de reuniões intensas. A comitiva iraniana abandonou a mesa de conversações e regressou a Teerão na segunda-feira. O processo avança agora para uma nova fase.
Discussões técnicas nos Alpes
A estância alpina de Bürgenstock acolhe as reuniões técnicas à porta fechada. Kazem Gharibabadi, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, lidera a equipa de especialistas que permanece em território helvético.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Suíça confirmou a retoma imediata dos trabalhos. Os peritos procuram afinar os detalhes de um memorando de entendimento capaz de travar a guerra.
Mediação garante avanços
O Catar e o Paquistão assumem o papel de mediadores neste complexo xadrez geopolítico. Shehbaz Sharif, primeiro-ministro paquistanês, garantiu que os encontros decorreram num ambiente construtivo.
Os países mediadores anunciaram a criação de um comité de alto nível. Este órgão vai assegurar a supervisão política do processo e garantir o cumprimento do guião desenhado pelas partes.
Questão nuclear e avisos de Trump
O dossier nuclear continua a ser o ponto mais crítico. Washington exige a diluição imediata de todo o urânio altamente enriquecido iraniano, sob controlo da Agência Internacional de Energia Atómica. Teerão insiste no direito soberano ao desenvolvimento de tecnologia nuclear civil.
Esmail Baghai, porta-voz da diplomacia iraniana, confirmou uma breve troca de posições sobre o tema. Esclareceu, porém, que não se trataram de negociações nucleares formais.
A tensão subiu de tom no domingo devido a uma intervenção de Donald Trump. O presidente norte-americano usou as redes sociais para ameaçar o Irão com novos ataques militares caso o Hezbollah provoque instabilidade no Líbano.
Bagher Ghalibaf, chefe dos negociadores iranianos, respondeu de imediato. O responsável alertou Washington para escolher bem as palavras, sublinhando que as forças armadas do Irão estão preparadas para qualquer cenário.




























