Portugal regista aumento de 265% nos casos de hepatite A num único ano
Portugal enfrenta um cenário de saúde pública desafiante com as infeções por hepatite A a dispararem no último ano. Os dados oficiais confirmam um salto de 319 diagnósticos em 2024 para 1.164 em 2025....

Portugal enfrenta um cenário de saúde pública desafiante com as infeções por hepatite A a dispararem no último ano. Os dados oficiais confirmam um salto de 319 diagnósticos em 2024 para 1.164 em 2025.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) associa este crescimento alarmante a surtos específicos. A falta de condições de salubridade e a transmissão por via sexual lideram as causas principais.
Origem dos novos contágios
O primeiro grande surto afeta sobretudo crianças das regiões do Algarve, Alentejo e Lisboa e Vale do Tejo. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, agravada por falhas de higiene e salubridade.
O segundo foco de contágio incide sobre homens entre os 18 e os 44 anos. Este surto propaga-se através de contacto sexual e concentra-se no Norte e na zona de Lisboa.
As autoridades de saúde detetaram ainda 28 surtos de menor dimensão, responsáveis por 150 casos adicionais. Esta tendência nacional acompanha os alertas do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças.
Resposta rápida e vacinação
Apesar do agravamento dos números, o país mantém o estatuto de baixa endemicidade. A taxa anual permanece inferior a um caso por cada 100 mil habitantes.
As medidas de contenção já mostram resultados positivos. O reforço expressivo da vacinação permitiu travar a transmissão comunitária e estabilizar os surtos ativos.
Hepatite B acompanha tendência de subida
Os diagnósticos de hepatite B também cresceram. Os casos confirmados subiram de 271 para 354 num ano, marcando o segundo período consecutivo de agravamento.
A DGS atribui esta evolução a múltiplos fatores. A maior literacia em saúde e o aumento dos rastreios justificam parte dos números. Os movimentos migratórios de pessoas oriundas de países com baixa taxa de vacinação também influenciam as estatísticas.
Ainda assim, a proteção nacional revela-se robusta. A vacinação contra a hepatite B abrange mais de 98% da população, mantendo o país no topo do desempenho europeu.
Em relação à hepatite C, a recente mudança na metodologia de registo provocou uma quebra na série estatística. Esta alteração técnica justifica a aparente subida de notificações nos últimos dois anos.





























