Asilo em Portugal exige retoma urgente para honrar legado solidário
O Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS) exige que o Governo português reative a cooperação europeia no apoio a requerentes de asilo. A suspensão dos mecanismos de proteção internacional mancha o histór...

O Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS) exige que o Governo português reative a cooperação europeia no apoio a requerentes de asilo. A suspensão dos mecanismos de proteção internacional mancha o histórico de solidariedade do país.
André Costa Jorge, diretor do JRS em Portugal, alerta para a urgência de retomar as políticas de acolhimento. O responsável sublinha que fugir da guerra ou de perseguições não é uma escolha, mas uma questão de sobrevivência.
O bloqueio administrativo
O Estado português suspendeu o apoio a requerentes de asilo de forma unilateral. O Governo justificou a paralisia com a sobrecarga dos serviços públicos.
O JRS critica esta decisão. O diretor recusa que a desorganização nos processos de imigração económica sirva de desculpa para abandonar quem procura proteção internacional.
Legado de Aristides de Sousa Mendes
Portugal possui um histórico de defesa dos direitos fundamentais. A coragem de Aristides de Sousa Mendes deve servir de guia constante para os atuais decisores políticos.
Falar em humanismo não basta. André Costa Jorge defende que o Governo precisa de assumir riscos reais para proteger os mais vulneráveis, rejeitando alinhamentos por omissão com quem persegue refugiados.
A ameaça populista
O clima de hostilidade contra os migrantes cresce na Europa. Esta pressão afeta as políticas governamentais e ameaça o sistema de asilo criado após a Segunda Guerra Mundial.
Falta vontade política para separar a migração económica da procura de asilo. O JRS lamenta que esta mistura intencional alimente o populismo e bloqueie os processos de reinstalação e recolocação no território nacional.





























