O avanço global da China enfrenta um novo travão milionário dos Estados Unidos
O Governo norte-americano prepara-se para injetar centenas de milhões de euros numa estratégia global para conter o domínio da China. Esta decisão reverte a suspensão de várias iniciativas passadas e ...

O Governo norte-americano prepara-se para injetar centenas de milhões de euros numa estratégia global para conter o domínio da China. Esta decisão reverte a suspensão de várias iniciativas passadas e procura proteger infraestruturas críticas a nível mundial.
A Casa Branca encara com forte preocupação as movimentações de Pequim nas Américas. A gestão de portos no Canal do Panamá e os investimentos tecnológicos acenderam os alertas máximos em Washington.
A nova guerra pelos cabos submarinos
O Congresso norte-americano recebeu a notificação oficial para avançar com 154,5 milhões de euros. Este montante destina-se a substituir cabos de telecomunicações obsoletos nas Caraíbas e na América Central.
O projeto assegura que as novas infraestruturas de comunicação são seguras e geridas por parceiros de confiança. A medida procura afastar a tecnologia chinesa desta região estratégica.
O regresso da frente diplomática
O plano financeiro surge após um período de contenção extrema. No ano anterior, o Departamento de Eficiência Governamental impôs cortes drásticos que desmantelaram a agência de desenvolvimento USAID.
O Departamento de Estado tenta agora recuperar o terreno diplomático perdido. Os documentos internos revelam um investimento adicional de 439 milhões de euros para programas em África, Ásia e no hemisfério ocidental.
Segurança contra espionagem e extração ilegal
A resposta americana inclui mais de 50 projetos específicos orçados em quase 300 milhões de euros. A Argentina e o Belize recebem novos centros de operações de segurança para monitorizar ameaças informáticas contra plataformas vitais.
Os Estados Unidos vão também reforçar as defesas do Equador, Jamaica, México, Paraguai, Peru e Uruguai. O objetivo é bloquear infiltrações portuárias, travar a extração de minerais críticos e combater a pesca ilegal chinesa em alto-mar.
A estratégia de Washington abrange ainda o campo religioso e cultural. O Governo americano planeia usar parte das verbas para impedir a interferência chinesa na escolha do sucessor do Dalai Lama.
A aparente acalmia diplomática
O reforço dos fundos ocorre num momento de aparente tranquilidade entre as duas potências. Donald Trump e Xi Jinping mantêm um discurso oficial focado na cooperação mútua.
Os dois líderes preparam atualmente uma visita oficial do presidente chinês aos Estados Unidos durante o outono. Contudo, os novos orçamentos americanos comprovam que a disputa pela hegemonia económica e tecnológica continua ativa.





























