Governo compensa professores com um euro por resposta após caos na correção digital dos exames
O Ministério da Educação vai pagar aos professores pela classificação e reapreciação dos exames nacionais do ensino secundário. Fernando Alexandre, ministro da Educação, assinou o despacho que define ...

O Ministério da Educação vai pagar aos professores pela classificação e reapreciação dos exames nacionais do ensino secundário. Fernando Alexandre, ministro da Educação, assinou o despacho que define os valores a atribuir aos docentes, numa tentativa de recompensar o trabalho extra exigido pela digitalização do processo.
Nova tabela de pagamentos
A transição para a correção eletrónica trouxe desafios técnicos inesperados. Para mitigar este esforço adicional, a tutela estabeleceu um pagamento base de um euro por cada resposta corrigida.
O documento dita também a entrega de 12 euros por cada prova reapreciada e 18 euros nos casos formais de reclamação. As disciplinas avaliadas em suporte físico, como Geometria Descritiva e Desenho A, garantem 10 euros por prova aos classificadores. Estes valores aplicam-se às avaliações da primeira e segunda fases, bem como à época extraordinária.
Falhas informáticas forçam trabalho noturno
A estreia do modelo eletrónico gerou constrangimentos graves. O ministério admite que o processo exigiu um enorme sacrifício dos docentes. Muitos professores viram-se obrigados a classificar exames durante os fins de semana e em período noturno para contornar os bloqueios constantes da plataforma.
Apesar das dificuldades operacionais, a tutela defende a validade do novo sistema. O Governo afirma que a correção digital garante uma maior transparência, equidade e segurança no processo de avaliação externa. A atribuição deste pagamento extra enquadra-se na política de valorização da carreira docente promovida pelo atual executivo desde abril.
Atrasos afetam calendário dos alunos
Os problemas técnicos atrasaram a correção das provas e o consequente fecho das pautas. Milhares de estudantes aguardaram vários dias pela afixação dos resultados. Este cenário forçou o Ministério da Educação a adiar a segunda fase dos exames nacionais, empurrando as provas para o período entre 21 e 24 de julho.
Alguns exames sofreram mesmo reclassificações automáticas após a deteção de erros em disciplinas específicas. Apesar de toda a instabilidade nas escolas, o calendário da primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior mantém-se intacto. Os alunos podem submeter a candidatura até 6 de agosto, ficando a garantia de que a época extraordinária cobrirá eventuais prejuízos causados pelo caos informático.





























