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POLITICA

Estados Unidos reavaliam presença militar na Europa e exigem maior independência da NATO

A defesa do continente europeu prepara-se para sofrer alterações profundas. Os Estados Unidos começaram oficialmente a rever a sua presença militar na Europa, com o objetivo de transferir a responsabi...

Estados Unidos reavaliam presença militar na Europa e exigem maior independência da NATO
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A defesa do continente europeu prepara-se para sofrer alterações profundas. Os Estados Unidos começaram oficialmente a rever a sua presença militar na Europa, com o objetivo de transferir a responsabilidade principal da defesa convencional para os parceiros europeus.

Mudança de estratégia no Pentágono

O processo de revisão norte-americano visa criar uma Aliança Atlântica mais equilibrada. Elbridge Colby, o número dois do Pentágono, confirmou na rede social X que esta avaliação vai acelerar a transição da NATO para um modelo mais sustentável.

Esta decisão reflete as intenções anunciadas em junho. Durante uma reunião da organização, o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, definiu a necessidade de os aliados europeus assumirem o controlo da sua própria segurança.

Tensões diplomáticas recentes

O ambiente entre Washington e vários parceiros tem registado momentos de atrito. A administração norte-americana criticou os países que impediram a utilização de bases da NATO nos seus territórios durante a guerra contra o Irão.

As divergências geraram alertas diretos. Pete Hegseth admitiu reduzir a contribuição financeira norte-americana para o orçamento da organização, caso os parceiros falhem os compromissos assinados.

Novas exigências orçamentais até 2035

A pressão foca-se essencialmente no aumento das verbas de defesa. Na cimeira da NATO do ano passado, os aliados estabeleceram metas financeiras rigorosas.

Os Estados-membros prometeram investir pelo menos 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em segurança até 2035. Desta percentagem, uma fatia de 3,5% tem de ser canalizada exclusivamente para despesas militares.

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