No festival Kalorama em Lisboa, refugiados partilham histórias reais para combater mitos
O Parque da Bela Vista, em Lisboa, ganha uma nova dimensão com o arranque do festival Kalorama. Entre os três palcos de concertos, o Conselho Português para os Refugiados (CPR) abriu um espaço onde os...

O Parque da Bela Vista, em Lisboa, ganha uma nova dimensão com o arranque do festival Kalorama. Entre os três palcos de concertos, o Conselho Português para os Refugiados (CPR) abriu um espaço onde os preconceitos perdem a voz perante relatos reais.
A iniciativa "Biblioteca Humana" assume o protagonismo no recinto. Sem guiões, os refugiados partilham as suas experiências de vida diretamente com os festivaleiros. A intenção passa por humanizar as estatísticas e combater a desinformação que tantas vezes domina a sociedade e a política.
Mitos que precisam de cair
O diálogo direto serve para anular falsas narrativas. A ideia de que a Europa e Portugal acolhem a maioria dos refugiados é uma das mentiras apontadas pela organização. Fica também desmentido o preconceito de que estas pessoas roubam empregos ou vivem de apoios gratuitos.
O primeiro dia do evento contou com o testemunho de cidadãos oriundos do Afeganistão, Irão, Iraque e Rússia. A perseguição não escolhe geografia, existindo vítimas de regimes ditatoriais e de violência extrema em todos os continentes. A organização sublinha que até pessoas de países considerados democráticos, como os Estados Unidos, procuram proteção e integram a rede de apoio.
Apoio no terreno e urgência de financiamento
A presença da organização não governamental no Kalorama permite explicar o trabalho diário junto da população. Os visitantes podem falar com técnicos para entenderem o funcionamento do apoio jurídico, psicológico e social prestado aos refugiados. O CPR mantém ainda aulas de português, uma creche e um centro focado em menores não acompanhados.
As crescentes exigências no terreno motivam um apelo urgente à solidariedade. A campanha procura captar fundos essenciais para manter a missão ativa. Enquanto o público aguarda pelas atuações musicais de grandes artistas, o verdadeiro impacto acontece logo à entrada do festival através de conversas que mudam mentalidades.





























