Ana Paula Martins defende melhorias no INEM mas admite falhas na gestão de greves
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou em comissão parlamentar de inquérito que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) apresenta melhores resultados do que há um ano. A governante d...

Ministra reconhece avanços mas aponta necessidade de mudanças
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou em comissão parlamentar de inquérito que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) apresenta melhores resultados do que há um ano. A governante destacou que a mediana de atendimento se situa atualmente nos 12 segundos.
Apesar dos progressos registados, Ana Paula Martins admitiu que é preciso acelerar o acionamento dos meios de socorro e aperfeiçoar o sistema de geolocalização das equipas de emergência.
Falhas na gestão das greves de 2024
A ministra assumiu erros na forma como foram geridas as greves do INEM durante 2024. Ana Paula Martins reconheceu que a gestão "podia ter sido mais bem feita" e que o Ministério da Saúde tinha margem para intervir.
Embora não exista obrigação legal, a governante admitiu que a tutela podia ter partilhado informação com o INEM para reduzir o impacto das paralisações no atendimento e nos cuidados de emergência médica.
A ministra acrescentou ainda que o instituto "não se terá apercebido" da possibilidade de decretar serviços mínimos durante as greves.
Consequências das paralisações
Entre 30 de outubro e 4 de novembro de 2024, durante as greves dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, registaram-se 12 mortes. Segundo a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), três dessas mortes estão associadas a atrasos no socorro.





























