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Quatro casos de abuso sexual confirmados em missão no Haiti

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos confirmou quatro acusações de exploração e abuso sexual contra elementos da missão multinacional de segurança no Haiti. O porta-voz do se...

Quatro casos de abuso sexual confirmados em missão no Haiti
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Investigação confirma violações por membros de força multinacional

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos confirmou quatro acusações de exploração e abuso sexual contra elementos da missão multinacional de segurança no Haiti. O porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, anunciou os factos.

As investigações identificaram casos de violação de uma criança de 12 anos, duas adolescentes de 16 anos e violência sexual contra uma jovem de 18 anos. Após análise, as quatro denúncias foram consideradas fundamentadas e transmitidas às autoridades nacionais competentes.

Missão queniana sob escrutínio

A missão multinacional de segurança (MMAS) opera no Haiti desde 2024 com mandato do Conselho de Segurança da ONU. Embora não seja formalmente uma operação das Nações Unidas, o contingente apoia a polícia haitiana contra a violência dos gangues.

A força conta com cerca de mil militares, maioritariamente quenianos. O porta-voz da ONU não especificou a nacionalidade dos acusados, mas sublinhou que "cada acusação seja alvo de uma investigação aprofundada pelo país de origem dos militares".

Transição para nova força contra gangues

A MMAS está em processo de substituição pela Força de Repressão de Gangs (FRG). O Chade comprometeu-se a enviar 1.500 homens para esta nova operação.

A Human Rights Watch exigiu que a FRG implemente "salvaguardas mais robustas para impedir novas violações". A organização alertou que "as mulheres e meninas já enfrentam no Haiti violência sexual generalizada" e que as forças internacionais "não devem agravar os abusos".

Histórico de acusações em missões anteriores

Este não é um problema novo. Os capacetes azuis da Minustah, missão da ONU entre 2004 e 2017, enfrentaram acusações semelhantes de violência sexual. Esses incidentes deterioraram a confiança dos haitianos nas intervenções internacionais.

O Alto Comissariado partilhou as conclusões e recomendações com a MMAS e os Estados envolvidos. A ONU aguarda agora medidas concretas dos países que forneceram tropas para garantir responsabilização pelos crimes cometidos.

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