Trump prorroga cessar-fogo com Irão mas mantém bloqueio naval e tropas em alerta
Donald Trump aceitou prolongar o cessar-fogo com o Irão até que Teerão apresente uma proposta de negociação. A decisão foi anunciada às 21h20 de terça-feira (hora de Lisboa), horas antes do termo prev...

Tréguas prolongadas após pedido do Paquistão
Donald Trump aceitou prolongar o cessar-fogo com o Irão até que Teerão apresente uma proposta de negociação. A decisão foi anunciada às 21h20 de terça-feira (hora de Lisboa), horas antes do termo previsto para as tréguas.
O prolongamento surge na sequência de um pedido do Paquistão, país que se ofereceu para mediar as conversações entre Washington e Teerão. O governo iraniano mantém, contudo, resistência em sentar-se à mesa de negociações.
Bloqueio naval e forças militares permanecem ativos
Apesar do prolongamento das tréguas, Trump mantém o bloqueio aos portos iranianos e as forças militares norte-americanas na região em estado de prontidão. O Pentágono confirmou que abordou um petroleiro sancionado durante a noite.
A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou destruir a produção de petróleo no Golfo caso o país seja atacado. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão classificou o bloqueio naval como "ato de guerra".
Teerão rejeita negociar sob pressão
Segundo a agência Tasnim, o Irão decidiu não participar nas negociações programadas para o Paquistão por considerar o processo uma "perda de tempo". Teerão rejeita negociar sob pressão e com vista à rendição.
O governo iraniano afirma saber "resistir à intimidação" e promete firmeza na resposta a eventuais novos ataques, afastando qualquer possibilidade de concessões.
Impacto nos mercados e região
O petróleo Brent subiu 2,5% para perto dos 98 dólares devido à incerteza sobre as negociações. As bolsas de valores do Médio Oriente registaram quedas.
Os Estados Unidos impuseram novas sanções ao fornecimento e venda de armas ao Irão. A União Europeia concordou em alargar as sanções contra Teerão para incluir violações do direito de navegação no Estreito de Ormuz.
Frentes paralelas no conflito
Israel acusou o Hezbollah de violar o cessar-fogo com o Líbano. Começa na quinta-feira a segunda ronda de conversações diretas entre israelitas e libaneses.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Israel está "mais forte do que nunca" após combater as "forças" da região. O Líbano garantiu que não procura conflito mas não se deixará intimidar.
A ONU instou ao retomar do cessar-fogo com o Irão, enquanto portugueses ajustam planos de férias devido à escalada de tensão na região.





























