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Washington exige fim do apoio de Pequim, Pyongyang e Teerão a Moscovo

A representante adjunta dos Estados Unidos na ONU, Tammy Bruce, exigiu que China, Coreia do Norte e Irão parem de fornecer material bélico e tecnologia à Rússia. A diplomata considera que estes países...

Washington exige fim do apoio de Pequim, Pyongyang e Teerão a Moscovo
Panoramas — Imagem Ilustrativa

EUA pedem corte imediato de fornecimentos militares

A representante adjunta dos Estados Unidos na ONU, Tammy Bruce, exigiu que China, Coreia do Norte e Irão parem de fornecer material bélico e tecnologia à Rússia. A diplomata considera que estes países alimentam a continuação do conflito na Ucrânia.

Bruce falou durante uma reunião do Conselho de Segurança em Nova Iorque, centrada na situação ucraniana. A embaixadora apelou a todos os Estados-membros para que ajudem a terminar a guerra.

Acusações contra três países

A China foi acusada de fornecer à Rússia bens de dupla utilização e componentes que sustentam o esforço militar de Moscovo. A diplomata norte-americana pediu a Pequim para cessar essas entregas.

Quanto à Coreia do Norte, Bruce afirmou que Pyongyang fornece munições e mísseis balísticos à Rússia. Estas transferências violam as Resoluções 1718 e 1874 do Conselho de Segurança.

O Irão terá enviado centenas de drones de ataque e tecnologia militar para uso na Ucrânia, incluindo transferências anteriores a outubro de 2023. Em setembro de 2024, Teerão começou a entregar mísseis balísticos de curto alcance à Rússia, segundo a embaixadora.

Moscovo também fornece armas ao Irão

Bruce revelou que a Rússia entregou ao Irão equipamento militar ao longo do último ano. O lote inclui aviões de combate, helicópteros, veículos blindados e outras armas. Algumas destas transferências violam a Resolução 1929 do Conselho de Segurança.

A diplomata alertou que o apoio militar russo ao Irão ameaça a segurança dos países do Conselho de Cooperação do Golfo.

ONU lamenta impasse diplomático

O subsecretário-geral da ONU, Mohamed Khaled Khiari, lamentou a falta de progresso nas negociações após cinco anos de guerra. O responsável pediu à comunidade internacional que coordene esforços para alcançar um cessar-fogo total e imediato.

Khiari descreveu uma "escalada alarmante dos combates" sem avanços diplomáticos. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos verificou que pelo menos 15.578 civis ucranianos morreram desde fevereiro de 2022, incluindo 784 crianças. Outros 43.352 ficaram feridos.

O representante da ONU apelou ainda ao fim dos ataques perto de instalações nucleares, lembrando o 40.º aniversário do desastre de Chernobyl como alerta sobre os riscos de um novo incidente.

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