Portugal enfrenta exigência de comparticipação para novos medicamentos contra o Alzheimer
O elevado custo dos tratamentos recentes para a doença de Alzheimer restringe o acesso à saúde. A associação Alzheimer Portugal alerta que apenas uma minoria consegue pagar estas terapias no setor pri...

O elevado custo dos tratamentos recentes para a doença de Alzheimer restringe o acesso à saúde. A associação Alzheimer Portugal alerta que apenas uma minoria consegue pagar estas terapias no setor privado e exige a comparticipação estatal.
A Comissão Europeia já aprovou os fármacos. Apesar disso, os doentes portugueses lidam com uma espera média de 840 dias para aceder a terapias validadas internacionalmente. Rosário Zincke, presidente da Alzheimer Portugal, sublinha a urgência de disponibilizar estas opções no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Alteração do rumo clínico
As novas opções farmacológicas retardam a evolução clínica da patologia. Estes medicamentos preservam a capacidade cognitiva e a autonomia dos utentes durante mais tempo. A administração acontece em ambiente hospitalar e obriga a acompanhamento rigoroso.
Vários hospitais privados em território nacional já utilizam as novas terapêuticas. Contudo, o doente suporta o custo total. A associação reivindica participação ativa nas negociações com o Infarmed para acelerar o financiamento público.
Diagnóstico célere no sangue
A inovação clínica estende-se à fase de diagnóstico. Testes ao sangue menos invasivos permitem detetar a patologia de forma precoce. Sem financiamento do Estado, os utentes assumem a despesa nos laboratórios privados.
A Alzheimer Portugal propõe a integração imediata destas análises nos cuidados de saúde primários. A medida permite aos médicos de família avaliar os primeiros sinais e agilizar o encaminhamento para a especialidade.
Alerta demográfico para 2050
A ausência de medidas preventivas promete agravar a pressão no sistema de saúde. Portugal contabiliza 238 mil pessoas com demência, com o Alzheimer a representar até 70% dos casos.
As projeções indicam que 370 mil pessoas terão alguma forma de demência em 2050. Este valor corresponde a quase 4% da população portuguesa.
A associação exige a atualização do Plano Nacional de Saúde para as Demências, criado em 2018. A estratégia atual desvaloriza as recentes descobertas clínicas e precisa de integrar os novos recursos médicos disponíveis.





























