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PORTUGAL

O incêndio da Guarda avança para os concelhos vizinhos e eleva a tensão entre os autarcas

O incêndio que deflagrou no concelho da Guarda continua a lavrar com grande intensidade e já atinge os municípios de Almeida, Pinhel e Sabugal. As chamas mobilizam mais de 700 operacionais e forçaram ...

O incêndio da Guarda avança para os concelhos vizinhos e eleva a tensão entre os autarcas
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O incêndio que deflagrou no concelho da Guarda continua a lavrar com grande intensidade e já atinge os municípios de Almeida, Pinhel e Sabugal. As chamas mobilizam mais de 700 operacionais e forçaram o corte de estradas principais na região.

Vento forte e terreno íngreme dificultam o combate

A força das chamas mantém três frentes ativas no terreno. O fogo avança nas zonas de Castanheira e Rabaça (Guarda), Pínzio (Pinhel) e Cabreira (Almeida). O vento constante e a baixa humidade empurram o incêndio em várias direções ao longo das horas.

Daniela Capelo, autarca em Pinhel, sublinha as condições severas na linha de fogo. A área afetada atingiu dimensões enormes. A proteção civil aguarda pela noite para tentar dominar a frente entre Pínzio e Safurdão, afastando para já o risco imediato para as aldeias.

Autarcas exigem maior eficácia e ação do Governo

Sérgio Costa, presidente da Câmara da Guarda, mostra preocupação e frustração com o arrastar do incêndio. O autarca contactou o Governo e não compreende a dificuldade em controlar a situação. O responsável defende que as equipas deviam ter dominado as frentes logo na primeira madrugada de combate.

O líder do município lembra a diretiva governamental de ataque musculado quando existem poucos fogos ativos no país. O autarca exige o cumprimento desta estratégia, lamentando que o esforço das centenas de operacionais não consiga travar a progressão das chamas num terreno inóspito.

Estradas cortadas e evacuações preventivas em Almeida

António José Machado, presidente da Câmara de Almeida, partilha do estado de alerta geral. O autarca afirma que o perímetro do fogo cresceu drasticamente devido ao aparecimento de novas frentes. Os meios revelam-se insuficientes para cobrir de imediato toda a extensão do incêndio.

As autoridades retiraram os utentes da Associação Sócio Terapêutica de Almeida (ASTA), localizada na Cabreira, por razões de segurança. O avanço descontrolado do fogo obrigou também ao fecho da autoestrada A25, entre a Guarda e o Alto do Leomil. A circulação rodoviária encontra-se igualmente suspensa nas estradas nacionais 16 e 324.

O combate envolve 731 bombeiros e 226 viaturas táticas. Cinco operacionais sofreram ferimentos ligeiros na noite de segunda-feira durante as manobras. Sem o apoio dos meios aéreos no período noturno, as equipas terrestres tentam agora conter a destruição na região.

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