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PORTUGAL

Força Especial da Proteção Civil avança com greve nacional devido a salários em atraso

A Força Especial de Proteção Civil (FEPC) avança com uma greve nacional na próxima segunda-feira. A paralisação de cinco dias surge como protesto contra a persistente falta de pagamento de trabalho su...

Força Especial da Proteção Civil avança com greve nacional devido a salários em atraso
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A Força Especial de Proteção Civil (FEPC) avança com uma greve nacional na próxima segunda-feira. A paralisação de cinco dias surge como protesto contra a persistente falta de pagamento de trabalho suplementar por parte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

O Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil (SinFAP) classifica a ação como um grito de revolta. Os operacionais exigem receber os valores legalmente devidos que aguardam há demasiado tempo.

Dívidas atingem milhares de euros

A ANEPC acumula dívidas que já chegam aos milhares de euros por operacional. Em causa estão os pagamentos relativos ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) de 2025.

Os atrasos afetam também as horas extraordinárias da resposta à depressão Kristine e o trabalho suplementar das escalas de serviço normais. A direção da ANEPC mantém uma postura de recusa e adiamento contínuo destas obrigações.

Intervenção do Governo exigida

O SinFAP apela à intervenção imediata do ministro da Administração Interna. O objetivo passa por garantir a regularização urgente dos pagamentos em atraso e promover a responsabilização da atual direção da ANEPC.

O sindicato questiona se os dirigentes do organismo público também trabalham meses ou anos sem receber. A estrutura sindical considera inaceitável manter a confiança política numa gestão incapaz e que lesa sistematicamente os direitos dos trabalhadores.

Serviços mínimos e socorro garantidos

A população não ficará sem assistência durante o período de protesto. Os operacionais asseguram o cumprimento dos serviços mínimos decretados para garantir o socorro a quem necessita.

Os profissionais lembram que nunca recusaram cumprir a sua missão durante as catástrofes, mesmo enfrentando graves dificuldades financeiras nas próprias famílias devido aos salários em falta. O sindicato lamenta ainda que o país preste atenção a estes trabalhadores vitais apenas durante a época de incêndios de verão.

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