Força Especial da Proteção Civil avança com greve nacional devido a salários em atraso
A Força Especial de Proteção Civil (FEPC) avança com uma greve nacional na próxima segunda-feira. A paralisação de cinco dias surge como protesto contra a persistente falta de pagamento de trabalho su...

A Força Especial de Proteção Civil (FEPC) avança com uma greve nacional na próxima segunda-feira. A paralisação de cinco dias surge como protesto contra a persistente falta de pagamento de trabalho suplementar por parte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
O Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil (SinFAP) classifica a ação como um grito de revolta. Os operacionais exigem receber os valores legalmente devidos que aguardam há demasiado tempo.
Dívidas atingem milhares de euros
A ANEPC acumula dívidas que já chegam aos milhares de euros por operacional. Em causa estão os pagamentos relativos ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) de 2025.
Os atrasos afetam também as horas extraordinárias da resposta à depressão Kristine e o trabalho suplementar das escalas de serviço normais. A direção da ANEPC mantém uma postura de recusa e adiamento contínuo destas obrigações.
Intervenção do Governo exigida
O SinFAP apela à intervenção imediata do ministro da Administração Interna. O objetivo passa por garantir a regularização urgente dos pagamentos em atraso e promover a responsabilização da atual direção da ANEPC.
O sindicato questiona se os dirigentes do organismo público também trabalham meses ou anos sem receber. A estrutura sindical considera inaceitável manter a confiança política numa gestão incapaz e que lesa sistematicamente os direitos dos trabalhadores.
Serviços mínimos e socorro garantidos
A população não ficará sem assistência durante o período de protesto. Os operacionais asseguram o cumprimento dos serviços mínimos decretados para garantir o socorro a quem necessita.
Os profissionais lembram que nunca recusaram cumprir a sua missão durante as catástrofes, mesmo enfrentando graves dificuldades financeiras nas próprias famílias devido aos salários em falta. O sindicato lamenta ainda que o país preste atenção a estes trabalhadores vitais apenas durante a época de incêndios de verão.





























