Guiné-Bissau sob forte pressão da CEDEAO para libertar presos políticos
A pressão internacional aumenta sobre a Guiné-Bissau. A CEDEAO exige a libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos para garantir uma transição democrática no país.

A pressão internacional aumenta sobre a Guiné-Bissau. A CEDEAO exige a libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos para garantir uma transição democrática no país.
O apelo surgiu durante a recente cimeira da organização na Serra Leoa. José Maria Neves, Presidente de Cabo Verde, confirmou a posição do bloco regional em declarações à Rádio Cabo Verde.
Intermediação e crise política
Bassirou Diomaye Faye, Presidente do Senegal, assume o papel de mediador nesta crise. O objetivo central passa por fomentar o diálogo entre as diferentes forças políticas guineenses.
A instabilidade instalou-se após o golpe militar de novembro. As forças armadas anularam os resultados das eleições presidenciais e legislativas, assumindo o controlo efetivo do país.
Oposição denuncia perseguição
Domingos Simões Pereira, líder da oposição e presidente do parlamento, continua no centro da tempestade. O político voltou à prisão em julho, após uma breve passagem por prisão domiciliária.
A justiça guineense acusa Simões Pereira de envolvimento numa tentativa de golpe anterior. A família e os advogados de defesa rejeitam as acusações e denunciam uma perseguição política implacável.
A oposição levanta suspeitas graves sobre a ação militar. Os opositores acusam o Presidente deposto, Sissoco Embaló, de encenar o golpe para manter a governação do país nos bastidores.
Novo rumo e calendário eleitoral
O general Horta Inta-a lidera agora os destinos da Guiné-Bissau como Presidente de transição. Esta nomeação conta com o apoio total do Alto Comando Militar.
O regime militar traçou um calendário claro para os próximos meses. Os guineenses votam uma nova Constituição em referendo no dia 30 de agosto.
O novo texto constitucional prevê um reforço substancial dos poderes do chefe de Estado. Após a consulta popular, o país avança para novas eleições agendadas para 6 de dezembro.





























