São Tomé e Príncipe reelege Carlos Vila Nova para um novo mandato presidencial
Carlos Vila Nova assegurou um novo mandato como Presidente de São Tomé e Príncipe ao conquistar 55,94% dos votos na primeira volta. A vitória confirma a força política do atual chefe de Estado face à ...

Carlos Vila Nova assegurou um novo mandato como Presidente de São Tomé e Príncipe ao conquistar 55,94% dos votos na primeira volta. A vitória confirma a força política do atual chefe de Estado face à fação liderada pelo ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada.
Divisão política e alianças de peso
Nito d'Abreu somou 41,42% da preferência popular. O líder parlamentar avançou como candidato oficial da Ação Democrática Independente (ADI), apoiado pelo núcleo duro de Trovoada.
A disputa eleitoral refletiu a profunda crise institucional aberta em janeiro de 2025, data em que Vila Nova demitiu o Governo.
Para garantir a reeleição, o Presidente formou uma frente ampla. Reuniu o apoio de uma ala dissidente da própria ADI e de várias forças da oposição, onde se destacam o MLSTP e o Movimento Basta.
Clima pacífico nas urnas
Mais de 142 mil são-tomenses estavam inscritos para votar. O ato eleitoral decorreu sem incidentes, apesar da forte crispação política acumulada nos últimos meses.
Várias organizações internacionais validaram o processo no terreno. A União Europeia, a União Africana e a CPLP enviaram missões de observação para acompanhar as votações no arquipélago e na diáspora.
Candidatos independentes sem expressão
Os dois candidatos sem máquina partidária não tiveram impacto na corrida eleitoral. Eugénio Tiny, o rosto mais veterano do escrutínio e antigo vice-presidente da Assembleia Nacional, obteve 1,97% dos votos.
Miques João não foi além dos 1,58%. Aos 41 anos, o advogado e candidato mais jovem fez uma campanha praticamente inexistente e ensombrada por problemas com a justiça.
O candidato independente passou três meses em prisão preventiva em 2025, sob acusação de abuso sexual de uma menor. Encontra-se a aguardar o desenrolar do processo em liberdade e alega ser vítima de uma cabala política.





























