Caos nos exames leva professores a exigir demissão do ministro da Educação
A segunda fase dos exames nacionais arranca esta terça-feira sob um clima de forte tensão, marcada pelas críticas severas à gestão da primeira fase. Os professores acusam o Ministério da Educação de d...

A segunda fase dos exames nacionais arranca esta terça-feira sob um clima de forte tensão, marcada pelas críticas severas à gestão da primeira fase. Os professores acusam o Ministério da Educação de desvalorizar as falhas na plataforma de classificação e exigem a saída imediata do ministro.
Francisco Gonçalves, voz ativa nas críticas ao processo, afirma que o ministro procura esconder a gravidade da situação atrás de um discurso de falsa normalidade. O representante escolar rejeita a ideia de uma mera falha técnica, classificando a situação como um autêntico desastre político. Perante a falta de soluções concretas, defende que o atual ministro perdeu as condições para gerir a pasta da Educação.
Diretores pedem compensação imediata
Do lado das escolas, as exigências centram-se na valorização dos docentes. Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, elogia o esforço dos professores classificadores, considerando-os verdadeiros heróis. A associação exige que o pagamento por este trabalho extraordinário avance sem demoras.
Embora o compromisso de remuneração seja um sinal positivo, Filinto Lima sublinha a falta de palavras de apreço e reconhecimento por parte do Governo. O presidente dos diretores reconhece uma ligeira melhoria na comunicação da tutela, mas apela a uma postura mais proativa para antecipar problemas, em vez de reagir apenas após as falhas.
Nova plataforma gera frustração
A ferramenta digital criada para classificar os exames enfrentou forte oposição nas escolas. Filinto Lima ilustra a ineficácia do sistema comparando-o a um "Rolls Royce com rodas de bicicleta". A transição para o formato digital tem mérito teórico, mas os diretores defendem que a tecnologia apenas deve chegar ao terreno quando estiver totalmente operacional e testada.
O início da segunda fase das provas mantém a utilização desta plataforma polémica. Os diretores anseiam pelo fim dos constrangimentos, descritos como uma "novela mexicana", e deixam um aviso direto ao Ministério da Educação: a margem de erro esgotou-se e o Governo tem a obrigação de garantir um funcionamento perfeito para a restante época de avaliações.





























