Fátima transforma 180 mil peregrinos numa família global sem estrangeiros
A Cova da Iria uniu 180 mil peregrinos numa família global. Na missa de encerramento da peregrinação de maio, o Patriarca de Lisboa, Rui Valério, alertou que a paz mundial depende desta irmandade.

A Cova da Iria uniu 180 mil peregrinos numa família global. Na missa de encerramento da peregrinação de maio, o Patriarca de Lisboa, Rui Valério, alertou que a paz mundial depende desta irmandade.
O líder religioso garantiu que "aqui ninguém é estrangeiro". Para o Patriarca, a visita ao santuário exige uma atitude diária ativa. Fátima funciona como um ponto de partida para espalhar reconciliação nas escolas, nos locais de trabalho e nas famílias.
Missão de transformação interior
Rui Valério desafiou os cristãos a abandonarem o individualismo. A verdadeira mensagem mariana exige ação prática e constante. "Não basta acender a vela, é preciso tornar-se luz", vincou.
O prelado explicou que os crentes precisam de levar esperança aos doentes e aos excluídos. A experiência de oração serve para sarar divisões e combater a violência através de uma mudança real de atitude.
Memória viva de João Paulo II
A cerimónia assinalou os 45 anos do atentado contra o Papa João Paulo II na Praça de São Pedro. Durante a eucaristia, os sacerdotes utilizaram um cálice oferecido pelo antigo pontífice.
O reitor do Santuário, padre Carlos Cabecinhas, lembrou que a bala do atentado descansa hoje na coroa de Nossa Senhora e representa os grandes dramas da humanidade. Para o responsável, a efeméride prova que a oração supera a força das armas. O padre recordou ainda a forte ligação histórica do Papa polaco a Fátima, local onde sobreviveu a uma nova tentativa de agressão em 1982, perpetrada pelo padre espanhol Juan Fernández Krohn.





























