O fim da trégua reativou os bombardeamentos massivos com drones na Rússia e na Ucrânia
O colapso do cessar-fogo de 72 horas devolveu a guerra aberta aos céus da Europa de Leste. Nas últimas horas, as forças de Moscovo e de Kiev lançaram centenas de veículos aéreos não tripulados, atingi...

O colapso do cessar-fogo de 72 horas devolveu a guerra aberta aos céus da Europa de Leste. Nas últimas horas, as forças de Moscovo e de Kiev lançaram centenas de veículos aéreos não tripulados, atingindo infraestruturas críticas e provocando feridos.
Ofensiva ucraniana atinge 15 regiões russas
O Ministério da Defesa da Rússia confirmou a interceção de 286 drones ucranianos durante a madrugada. A ofensiva atingiu uma vasta área do território russo. Na região de Krasnodar, os destroços de um aparelho feriram um civil. Em Yaroslavl, as defesas antiaéreas travaram a maioria das ameaças, mas os fragmentos atingiram um complexo industrial.
O ataque estendeu-se até ao sul da Rússia. Na região de Astrakhan, a mais de 1600 quilómetros da fronteira com a Ucrânia, os aparelhos provocaram um incêndio numa central de gás. O governador local garantiu a neutralização das aeronaves inimigas através de sistemas de guerra eletrónica.
Moscovo lança manobras de diversão
A resposta russa envolveu o lançamento de 139 drones de longo alcance contra a Ucrânia. A estratégia militar de Moscovo incluiu a utilização de aeronaves desarmadas para esgotar e confundir as defesas antiaéreas ucranianas.
As forças de Kiev conseguiram abater ou bloquear 111 destes aparelhos no norte, leste e sul do país. No entanto, 20 drones de ataque contornaram o escudo defensivo e atingiram 13 localizações distintas.
O fim da diplomacia provisória
Os ataques massivos assinalam o fim oficial do cessar-fogo humanitário associado às celebrações do 9 de maio. A trégua contou com a mediação dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, e expirou após 72 horas de acusações mútuas de violação do acordo.
O Kremlin já confirmou a continuidade da ofensiva militar iniciada em fevereiro de 2022. Dmitri Peskov, porta-voz da Presidência russa, considerou prematuro debater os detalhes de um processo de paz. Estas declarações contrariam o otimismo gerado anteriormente por Vladimir Putin sobre um desfecho próximo para o conflito.





























