PUBLICIDADE
MUNDO

Israel tenta travar acordo nuclear incompleto entre Trump e o Irão

Um possível acordo diplomático entre os Estados Unidos e o Irão causa forte apreensão em Telavive. Dirigentes israelitas receiam que a impaciência de Donald Trump resulte num pacto incompleto, oferece...

Israel tenta travar acordo nuclear incompleto entre Trump e o Irão
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Um possível acordo diplomático entre os Estados Unidos e o Irão causa forte apreensão em Telavive. Dirigentes israelitas receiam que a impaciência de Donald Trump resulte num pacto incompleto, oferecendo a Teerão um alívio económico vital sem desarmar totalmente o regime.

Fontes governamentais confirmaram à CNN o risco de o presidente norte-americano ceder ao cansaço das negociações. O cenário mais temido passa por concessões de última hora que deixem intacto o arsenal de mísseis balísticos e a rede de financiamento a milícias aliadas no Médio Oriente.

Linhas vermelhas ignoradas

Washington garante que a eliminação do urânio enriquecido integra a agenda, mas a diplomacia israelita considera a promessa insuficiente. A exclusão da influência regional de Teerão das conversações representa uma falha crítica. Em fevereiro, Benjamin Netanyahu estipulou exigências absolutas: remoção de todo o urânio, fecho das instalações nucleares, fim do programa de mísseis, desmantelamento das forças aliadas e inspeções internacionais rigorosas.

Aceitar um acordo parcial significa estabilizar a atual liderança iraniana através de uma injeção de capital. Meir Ben Shabbat, antigo conselheiro de segurança nacional, avisa que qualquer tratado precisa de bloquear a recuperação política e financeira do regime islâmico.

Casa Branca confia na debilidade do adversário

A administração norte-americana rejeita o alarmismo. Olivia Wales, porta-voz da Casa Branca, assegura que Donald Trump domina as negociações perante um adversário enfraquecido. A responsável recorda que a capacidade militar do Irão sofreu danos severos recentemente, com instalações de produção desmanteladas, a marinha afundada e os grupos paramilitares aliados debilitados.

Prontidão militar como alternativa

Perante a incerteza diplomática, o exército israelita mantém o estado de alerta máximo. Um alto responsável de Telavive admitiu preferir o colapso das conversações à assinatura de um mau acordo. A manutenção do bloqueio ao Estreito de Ormuz ou o lançamento de novos ataques contra alvos iranianos surgem como desfechos aceitáveis, caso a diplomacia não garanta os objetivos de segurança de Israel.

PUBLICIDADE