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PORTUGAL

Comportamento humano continua a originar a maioria dos incêndios alerta Governo na Guarda

A redução drástica do número de ignições assume-se como o maior desafio atual da Proteção Civil. Durante uma visita à Guarda, o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, sublinhou que grande ...

Comportamento humano continua a originar a maioria dos incêndios alerta Governo na Guarda
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A redução drástica do número de ignições assume-se como o maior desafio atual da Proteção Civil. Durante uma visita à Guarda, o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, sublinhou que grande parte dos fogos em Portugal continental tem origem em ações humanas, resultantes de dolo ou negligência.

O governante apela aos cidadãos para adotarem comportamentos responsáveis, especialmente nos dias de maior risco. As autoridades recomendam ainda a denúncia imediata de qualquer movimentação suspeita nas florestas para travar novos focos.

O caso crítico do incêndio no Rochoso

O balanço operacional decorreu após o rescaldo do violento incêndio que começou a 27 de julho no Rochoso, concelho da Guarda. As chamas alastraram rapidamente aos municípios vizinhos de Almeida, Pinhel e Sabugal.

Este fogo consumiu perto de 5.000 hectares de terrenos agrícolas e mato. A força do vento e o comportamento extremo das chamas forçaram o corte temporário da autoestrada A25 e da Estrada Nacional 16. O combate exigiu a mobilização de mais de 700 operacionais, apoiados por 11 meios aéreos.

Clima extremo altera comportamento das chamas

As condições meteorológicas adversas dificultaram o combate direto ao incêndio. Mudanças bruscas na direção do vento alteraram o rumo do fogo de forma repentina.

Rui Rocha explicou que os grandes incêndios já conseguem gerar as próprias dinâmicas de propagação. Este fenómeno extremo, também observado em países como Espanha e França, obriga a uma adaptação constante das equipas no terreno.

Melhorar a comunicação com as autarquias

Em resposta às críticas apontadas por alguns autarcas locais, o secretário de Estado defende a partilha constante de informação tática. A comunicação fluida permite aos presidentes de câmara compreenderem as decisões operacionais tomadas nos momentos de maior pressão.

O Governo decidiu antecipar estas reuniões de avaliação para o decorrer da época de incêndios. Encontros semelhantes já aconteceram em Vouzela e Valpaços. O objetivo passa por corrigir falhas imediatas e aperfeiçoar o modelo de ataque inicial, que atualmente regista uma taxa de sucesso superior a 93%.

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