Lufthansa avança para a TAP num semestre marcado por prejuízos de 542 milhões
O grupo alemão Lufthansa formalizou a proposta vinculativa para a compra da TAP. A transportadora germânica quer transformar Lisboa num centro estratégico para o Atlântico Sul, num momento em que enfr...

O grupo alemão Lufthansa formalizou a proposta vinculativa para a compra da TAP. A transportadora germânica quer transformar Lisboa num centro estratégico para o Atlântico Sul, num momento em que enfrenta um forte revés financeiro interno.
A ofensiva no mercado português avança no mesmo semestre em que o grupo passou de lucros para perdas milionárias. A fatura energética e a tensão internacional explicam a queda abrupta nas contas.
Ambição alemã em Portugal
Carsten Spohr lidera a Lufthansa e vê na TAP muito mais do que um ativo financeiro. O presidente executivo pretende estabelecer uma parceria a longo prazo para fortalecer a transportadora portuguesa.
Lisboa assume um papel crucial na rede do grupo. A capital servirá para reforçar as ligações diretas entre a Europa, a América Latina e o continente africano.
A empresa utiliza o próprio historial para garantir estabilidade. O modelo de integração europeia já provou resultados com marcas como a Swiss, Austrian Airlines, Brussels Airlines e ITA Airways.
O compromisso com Portugal estende-se à vertente industrial. A Lufthansa Technik constrói uma unidade avançada no parque empresarial Lusopark, em Santa Maria da Feira. O projeto assegura mais de 700 postos de trabalho qualificados até 2027, suportado por um investimento de centenas de milhões de euros.
Custos afundam contas do grupo
A estratégia de expansão contrasta com os recentes resultados operacionais. A Lufthansa acumulou um prejuízo de 542 milhões de euros na primeira metade do ano. No mesmo período do ano passado, a companhia tinha somado lucros de 127 milhões.
O preço do combustível justifica grande parte da quebra financeira. Os gastos operacionais com energia dispararam cerca de 750 milhões de euros. A instabilidade gerada pela crise no Médio Oriente forçou o cancelamento de rotas e agravou a fatura.
Apesar dos constrangimentos, as receitas globais subiram 8% e alcançaram os 19,88 mil milhões de euros. O segundo trimestre trouxe algum alívio operacional, gerando um lucro isolado de 123 milhões de euros.
Tráfego de passageiros recua
A procura manteve-se forte nas rotas em direção à Ásia e África. Esta dinâmica atenuou a queda global no transporte de passageiros.
Cerca de 60,6 milhões de pessoas viajaram com as companhias da Lufthansa neste primeiro semestre. O número representa uma descida de 1% face à atividade comercial do ano transato. O segundo trimestre pesou na estatística geral, registando menos 4% de clientes transportados.





























