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ECONOMIA

Conflito no Médio Oriente leva Donald Trump a atacar petrolíferas por lucros excessivos

A guerra no Médio Oriente continua a impulsionar as receitas das gigantes do petróleo. O cenário motivou críticas severas do presidente dos Estados Unidos.

Conflito no Médio Oriente leva Donald Trump a atacar petrolíferas por lucros excessivos
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A guerra no Médio Oriente continua a impulsionar as receitas das gigantes do petróleo. O cenário motivou críticas severas do presidente dos Estados Unidos.

Donald Trump acusa a ExxonMobil e a Chevron de lucrarem de forma desmedida com a escassez de recursos. A partir da Sala Oval, o líder norte-americano exigiu que parte destes lucros seja devolvida à população.

A principal exigência passa por uma redução imediata dos preços cobrados aos consumidores.

Lucros recorde em tempo de guerra

As empresas norte-americanas do sector energético acumularam mais de 26 mil milhões de dólares no segundo trimestre do ano.

A Chevron registou o maior ganho trimestral da sua história. A petrolífera arrecadou 12,2 mil milhões de dólares, um valor cinco vezes superior ao do período homólogo.

A ExxonMobil também apresentou resultados sem precedentes. A empresa duplicou as suas margens e declarou lucros na ordem dos 14,5 mil milhões de dólares.

A escalada de preços começou em fevereiro, com o início da ofensiva contra o Irão. O barril de petróleo Brent disparou dos 70 para os 126 dólares em abril. Atualmente, a cotação estabilizou nos 85 dólares.

Pressão política nos Estados Unidos

A Casa Branca mostra-se implacável com as empresas energéticas. Trump sublinha que a descida do preço do barril não tem qualquer reflexo nas bombas de combustível.

O líder norte-americano ordenou ao Departamento de Justiça uma investigação a eventuais práticas abusivas na formação de preços.

A quebra nos índices de aprovação de Trump acelera esta intervenção. Com as eleições intercalares de novembro à porta, a pressão sobre o sector retalhista funciona como uma estratégia para cativar o eleitorado.

Através da rede social Truth Social, o presidente lançou um ultimato. Ameaçou com "grandes problemas" caso as gasolineiras não baixem os preços de forma imediata.

A resposta europeia e o caso português

O impacto do custo da energia também obriga a novas medidas na Europa. O Governo português aprovou uma Contribuição de Solidariedade Temporária sobre o Sector Petrolífero.

A nova taxa de 33% incide diretamente sobre os lucros das empresas. O imposto aplica-se aos valores que superem em mais de 20% a média dos exercícios de 2024 e 2025.

O Ministério das Finanças promete assegurar o cumprimento rigoroso da medida. O pagamento desta contribuição terá de ocorrer até ao final de setembro de 2027.

A nível europeu, Portugal alia forças com a Alemanha, Itália, Áustria e Espanha. Os ministros das Finanças destes países enviaram uma carta conjunta à Comissão Europeia. A missiva exige a criação rápida de um imposto sobre os lucros extraordinários do sector para travar as distorções do mercado.

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