Moçambique estuda concentrar todas as eleições num único dia
A possibilidade de juntar as eleições autárquicas, legislativas e presidenciais de Moçambique numa única data ganha força. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) arranca em 2027 com os estudos de viabi...

A possibilidade de juntar as eleições autárquicas, legislativas e presidenciais de Moçambique numa única data ganha força. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) arranca em 2027 com os estudos de viabilidade para alterar o calendário eleitoral.
O plano para um escrutínio único
A CNE quer avaliar a junção de todas as votações num só momento. A instituição vai sentar os partidos políticos à mesa para debater esta mudança estrutural e evitar o desgaste de atos eleitorais sucessivos.
Orçamento e modernização tecnológica
Com uma verba de 12,2 milhões de euros, o órgão prepara já as autárquicas de 2028. O plano de atividades inclui a introdução de Inteligência Artificial (IA) e novas tecnologias nos processos de votação.
A comissão vai criar uma equipa de resposta rápida para combater notícias falsas. Em simultâneo, avança com a formação interna sobre o uso institucional e ético das ferramentas de IA.
Registo permanente e lições de Angola
O modelo moçambicano exige um novo recenseamento antes de cada ida às urnas. Para simplificar o processo, uma equipa viaja até Angola para recolher experiências sobre a implementação do registo eleitoral permanente.
Prevenir a violência pós-eleitoral
Os escrutínios de 2023 e 2024 geraram forte contestação social. Os protestos prolongaram-se durante meses, provocando cerca de 400 mortos e a destruição de várias infraestruturas e empresas.
Para garantir maior transparência no futuro, a CNE agenda encontros com jornalistas. A meta passa por melhorar a cobertura mediática e reforçar a confiança nos próximos processos democráticos.





























