A privatização da TAP exige uma análise estratégica muito além do preço
O futuro da companhia aérea portuguesa não será decidido apenas com base em valores financeiros. Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação, garantiu no parlamento que a venda de parte...

O futuro da companhia aérea portuguesa não será decidido apenas com base em valores financeiros. Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação, garantiu no parlamento que a venda de parte da transportadora representa uma decisão estratégica de elevada complexidade.
Segundo o governante, este processo exige uma análise rigorosa a múltiplos fatores. O executivo recusa limitar a negociação à vertente económica e promete atuar com discrição e pragmatismo.
Propostas vinculativas a caminho
Os próximos passos da operação acontecem ainda este mês. Os interessados têm até ao dia 29 de julho para apresentar as suas propostas vinculativas.
O plano do Governo prevê a alienação de um máximo de 49,9% do capital da empresa. O Estado português assegura a posição de acionista maioritário nesta nova fase. Na corrida pelo controlo parcial da transportadora mantêm-se gigantes da aviação, incluindo o grupo Air France-KLM.
A tutela reconhece o forte interesse internacional gerado pela operação. Miguel Pinto Luz assegura que o dossiê será conduzido com calma e moderação.
Relatório do novo aeroporto chega sexta-feira
A audição parlamentar permitiu ainda atualizar o planeamento do novo aeroporto de Lisboa. A ANA entrega na sexta-feira o terceiro de cinco relatórios necessários à candidatura.
Este documento técnico define a engenharia essencial da obra. O plano detalha a disposição das pistas, os terminais, as áreas de estacionamento e os sistemas de circulação das aeronaves.
O calendário avança de seguida para a componente económica. O executivo espera receber o relatório financeiro em janeiro. A proposta final para a infraestrutura aeroportuária ficará fechada dentro de um ano.


























