Segurança afasta novo líder supremo do Irão do espaço público, garante embaixador em Lisboa
O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, continua sem aparecer em público desde a sua nomeação a 8 de março. O embaixador iraniano em Lisboa garante que esta reclusão resulta de rigorosas medid...

O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, continua sem aparecer em público desde a sua nomeação a 8 de março. O embaixador iraniano em Lisboa garante que esta reclusão resulta de rigorosas medidas de segurança, após a morte do seu pai num bombardeamento conduzido pelos Estados Unidos e por Israel.
O diplomata assegura que o novo aiatola está em pleno exercício das suas funções. Segundo o representante de Teerão em Portugal, o líder continua a enviar diretrizes e a nomear altos cargos políticos e judiciais. O embaixador recusa dúvidas sobre a autenticidade das comunicações, garantindo que as mensagens são escritas pelo próprio e não geradas por inteligência artificial.
Tensões no estreito de Ormuz
A instabilidade no Médio Oriente alastra-se com rapidez pelas águas territoriais. O diplomata acusa os Estados Unidos de desrespeitarem o cessar-fogo assinado a 17 de junho e de atacarem dezenas de navios comerciais iranianos sem qualquer justificação.
Para o Irão, a soberania sobre o estreito de Ormuz é inegociável. Por esta rota estratégica passa um quinto de todo o petróleo exportado globalmente. O embaixador defende que as leis marítimas internacionais validam a posição de Teerão e classifica as manobras norte-americanas como uma violação frontal da paz.
Rejeição de presença militar estrangeira
A presença de forças armadas ocidentais no Médio Oriente representa o principal obstáculo à estabilidade regional, na ótica da diplomacia iraniana. O embaixador reconhece a autoria dos ataques recentes a bases norte-americanas, mas justifica a ação militar como uma resposta legítima à presença militar injustificada de Washington na região.
O representante de Teerão reforça que o país procura apenas o desenvolvimento económico. O Irão exige a retirada de exércitos estrangeiros, mas mantém as fronteiras abertas ao capital e aos visitantes internacionais. O diplomata remata a intervenção com um apelo direto: o país procura turistas e investimento, rejeitando um cenário de guerra.


























