Nova Iorque suspende construção de novos centros de inteligência artificial
Nova Iorque tornou-se o primeiro estado norte-americano a travar a expansão dos centros de dados para inteligência artificial. A medida impõe uma pausa de até um ano na aprovação de novas licenças amb...

Nova Iorque tornou-se o primeiro estado norte-americano a travar a expansão dos centros de dados para inteligência artificial. A medida impõe uma pausa de até um ano na aprovação de novas licenças ambientais.
As autoridades pretendem ganhar tempo para desenhar uma regulamentação rigorosa. O foco principal é evitar o colapso da rede elétrica e proteger os recursos hídricos da região.
Defesa dos consumidores locais
Os grandes centros de dados consomem quantidades massivas de energia. Kathy Hochul, governadora de Nova Iorque, alertou que esta sobrecarga ameaça aumentar os custos da eletricidade para a população.
A líder estadual recusou transferir estas despesas para as famílias. Em vez disso, desafiou as gigantes tecnológicas a colaborarem na preservação das redes energéticas e da água potável.
A senadora Kristen Gonzalez apoiou a moratória. Segundo a autora da legislação, a pausa permite um planeamento adequado para que a inovação tecnológica não prejudique o ambiente nem inflacione as contas das famílias.
Exigências e investimento comunitário
As novas regras vão obrigar as tecnológicas a assumir responsabilidades sociais. As agências estaduais têm agora 60 dias para apresentar uma Estrutura de Investimento Comunitário.
Os futuros centros de dados apenas avançam em zonas recetivas ao projeto. Em troca, as empresas terão de financiar infraestruturas, escolas e espaços comunitários, garantindo ainda a contratação de trabalhadores locais com salários justos.
O estado planeia também criar um fundo para modernizar o sistema elétrico. Este mecanismo vai forçar o setor tecnológico a financiar a renovação da rede envelhecida de Nova Iorque.





























