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SAUDE

Estados Unidos enfrentam surto recorde de infeções intestinais provocado por parasita

Mais de 34 estados norte-americanos registam uma explosão de casos de ciclosporíase. O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) contabiliza quase 7000 infeções suspeitas ou confirmadas desde o ...

Estados Unidos enfrentam surto recorde de infeções intestinais provocado por parasita
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Mais de 34 estados norte-americanos registam uma explosão de casos de ciclosporíase. O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) contabiliza quase 7000 infeções suspeitas ou confirmadas desde o início de maio. Este número representa um aumento até 27 vezes superior ao registado no mesmo período do ano passado.

A infeção resulta do consumo de água ou alimentos contaminados com um parasita microscópico. Os vegetais e as frutas frescas, mal lavados ou com pouca cozedura, são os principais veículos de transmissão.

Saladas e cadeias de fast-food na mira das autoridades

O estado do Michigan concentra a maioria das infeções atuais. As autoridades de saúde locais suspeitam que o surto tem origem no consumo de alface e saladas embaladas.

A investigação estende-se também à restauração. A cadeia de fast-food Taco Bell está a ser avaliada pelas equipas de saúde pública, avança o Washington Post. O foco de infeção inicial afeta ainda o Ohio, o Kentucky e a Virgínia Ocidental.

Sintomas persistentes e internamentos

A doença provoca diarreia explosiva, vómitos, febre e perda de apetite. Os sintomas duram entre alguns dias a várias semanas.

A Associação Médica Americana avisa que o quadro clínico pode ser recorrente. Os pacientes sentem melhorias temporárias antes de os sintomas regressarem. Até ao momento, não há registo de vítimas mortais, mas um em cada 11 doentes precisou de internamento hospitalar.

Cortes na vigilância sanitária agravam crise

A escalada repentina da doença levanta questões sobre a capacidade de resposta federal. O pico de casos reaviva as críticas aos despedimentos em massa promovidos pela administração Trump nas agências de saúde.

O CDC perdeu especialistas cruciais nos últimos anos. Esta redução de pessoal limitou a monitorização de agentes patogénicos alimentares, prejudicando a capacidade de resposta rápida e eficaz a novos focos de contaminação.

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