Banco de Portugal contraria narrativa de crise na restauração com dados
Álvaro Santos Pereira, Governador do Banco de Portugal, confronta os pedidos de ajudas públicas e redução fiscal feitos pela restauração. Os dados económicos apresentam uma realidade diferente da prop...

Números desmentem alegada crise do sector
Álvaro Santos Pereira, Governador do Banco de Portugal, confronta os pedidos de ajudas públicas e redução fiscal feitos pela restauração. Os dados económicos apresentam uma realidade diferente da propagada pelos representantes do sector.
Desde 2019, a restauração registou um crescimento de 69% em termos nominais e 25% em termos reais. A expansão deve-se ao aumento do turismo e do consumo interno.
Volume de negócios mantém-se positivo
Em 2025, o volume de negócios subiu 2,9% face ao ano anterior. Os gastos totais em restaurantes — portugueses e estrangeiros — aumentaram 2,7% em termos reais, apesar da inflação de 6% ter provocado uma queda no último trimestre.
O emprego cresceu de forma acumulada desde 2019, embora a ritmo mais lento. Os salários por trabalhador avançaram cerca de 6% em 2025.
Mais empresas criadas do que encerradas
Os dados oficiais mostram que 4991 empresas foram criadas em 2025, contra apenas 1307 saídas (falências). Mesmo utilizando os registos do E-fatura, verifica-se criação líquida de empresas no sector, ainda que inferior a anos anteriores.
Margens estáveis e crédito saudável
As margens de lucro mantêm-se estáveis e próximas dos valores pré-pandemia. O crédito vencido no alojamento (0,4%) e na restauração (2,1%) permanece em mínimos históricos.
Para Santos Pereira, os números "falam por si" e não sustentam a narrativa de crise. Apesar disto, o Governo garantiu que avançará com uma linha de apoio financeiro à tesouraria, incluindo fundo perdido, para compensar impactos da guerra no Médio Oriente.





























