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Washington avança com programa nuclear na Arábia Saudita sob alerta de Israel

Washington e Riade estão prestes a selar um pacto de três décadas para desenvolver um programa nuclear civil em solo saudita. Este entendimento milionário avança mesmo perante forte oposição de Israel...

Washington avança com programa nuclear na Arábia Saudita sob alerta de Israel
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Washington e Riade estão prestes a selar um pacto de três décadas para desenvolver um programa nuclear civil em solo saudita. Este entendimento milionário avança mesmo perante forte oposição de Israel.

O acordo autoriza a Arábia Saudita a produzir urânio enriquecido. Empresas norte-americanas vão construir e operar a infraestrutura no território do reino. O anúncio oficial deve acontecer durante as próximas horas.

Preocupações com armamento nuclear

Especialistas e antigos governantes israelitas temem as consequências deste plano. O enriquecimento de urânio serve para alimentar centrais energéticas, mas abre também a porta ao fabrico de bombas atómicas.

Este modelo contrasta com o pacto assinado entre os Estados Unidos e os Emirados Árabes Unidos em 2009. Nesse caso, os Emirados aceitaram restrições severas e abdicaram de produzir o próprio combustível nuclear. Ativistas da não proliferação manifestam grande preocupação com este novo precedente.

A sombra do Irão

O braço de ferro nuclear no Médio Oriente ganha nova dimensão com este entendimento. Os receios focam-se nas intenções do Irão, que nega querer fabricar armas nucleares.

O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, já deixou o aviso. Se o regime de Teerão construir uma bomba atómica, a Arábia Saudita fará exatamente o mesmo no menor tempo possível.

Próximos passos no Congresso

O dossiê segue agora para o Congresso norte-americano para avaliação. Vários legisladores republicanos e democratas prometem forte resistência.

Se os Estados Unidos vetarem o enriquecimento de urânio após a fase de estudos conjuntos, Riade fica proibida de procurar parceiros estrangeiros alternativos para esse fim durante uma década.

O acordo decorre de forma independente. Não exige a normalização das relações diplomáticas entre a Arábia Saudita e Israel, que continua a ser um objetivo central da diplomacia norte-americana.

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