A ilustradora madeirense Rafaela Rodrigues vence o Prémio Pingo Doce com um dragão com soluços
A ilustração de um pequeno dragão assustado garantiu o Prémio de Literatura Infantil Pingo Doce à madeirense Rafaela Rodrigues. A artista recebe 25 mil euros por dar vida e cor à obra "O dragão que ti...

A ilustração de um pequeno dragão assustado garantiu o Prémio de Literatura Infantil Pingo Doce à madeirense Rafaela Rodrigues. A artista recebe 25 mil euros por dar vida e cor à obra "O dragão que tinha soluços".
O galardão literário, criado em 2014, atribui um valor total de 50 mil euros. A verba é dividida em partes iguais entre as categorias de ilustração e texto.
O universo visual do dragão Quentinho
A história nasceu da imaginação da psicóloga clínica Clementina Almeida. A autora venceu a vertente de texto em maio. A narrativa acompanha o dragão Quentinho e o seu amigo Pedro.
O enredo ensina os mais novos a lidar com emoções difíceis e medos ocultos. A amizade entre as duas personagens foca a importância da empatia e do acolhimento emocional.
A avaliação do júri elogiou a força visual do trabalho de Rafaela Rodrigues. A originalidade, a linguagem gráfica distintiva e o humor subtil garantiram a vitória da artista. A proposta sobressaiu de forma natural entre as restantes candidaturas.
Raízes insulares e percurso nas artes
A vencedora nasceu na Madeira e tem formação superior em Design e Ilustração. A artista divide o seu tempo profissional entre a criação visual e a mediação cultural.
O currículo da ilustradora possui uma forte ligação à cultura regional e tradicional. A autora criou e desenhou a coleção infantojuvenil sobre profissões antigas, que inclui os títulos "O Pescador", "A Bordadeira", "O Levadeiro" e "A Fiandeira".
O peso da avaliação
A escolha da ilustração exigiu rigor técnico e artístico. O painel de jurados juntou nomes consagrados das artes visuais, como João Fazenda, Madalena Matoso e António Jorge Gonçalves.
A decisão final contou ainda com os votos de Ana Isabel Valente, da Comissão Nacional para os Direitos das Crianças e Jovens, e de Filipa Pimentel, representante do grupo retalhista.





























