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MUNDO

Minerais críticos motivam apelo de Guterres contra pilhagem em países produtores

O secretário-geral das Nações Unidas quer travar o ciclo histórico de extração que enriquece terceiros e destrói as comunidades locais. António Guterres exige que os países produtores comecem a reter ...

Minerais críticos motivam apelo de Guterres contra pilhagem em países produtores
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O secretário-geral das Nações Unidas quer travar o ciclo histórico de extração que enriquece terceiros e destrói as comunidades locais. António Guterres exige que os países produtores comecem a reter o valor das suas próprias riquezas.

O peso dos recursos na guerra

O lítio, o cobalto e as terras raras dominam a atual procura global. Esta corrida gera tensões geopolíticas severas e altera a dinâmica dos conflitos mundiais.

Durante um debate no Conselho de Segurança da ONU, Guterres sublinhou que a competição intensa agrava as guerras. As cadeias de abastecimento sofrem pressões extremas, resultando em graves crises humanitárias.

Milícias financiadas pelo contrabando

As receitas da extração ilegal afastam a possibilidade de paz. Os grupos armados e as redes criminosas lucram diariamente, enquanto as populações civis suportam o custo da violência.

O Sudão e a República Democrática do Congo (RDCongo) ilustram esta realidade. No Sudão, a disputa por ouro e goma arábica gera atrocidades e milhões de deslocados. Na RDCongo, o contrabando de minerais financia milícias e prolonga o sofrimento local.

A ONU mantém regimes de sanções ativos nestas regiões, bem como na Líbia, para tentar cortar o financiamento do terrorismo.

Quatro passos para a equidade

As Nações Unidas traçam quatro prioridades urgentes para inverter o cenário. A justiça económica lidera a lista. O líder da ONU apela ao fim do padrão secular, onde as comunidades locais herdam apenas os danos ambientais e sociais.

África regista o maior défice de soberania neste setor. O continente enfrenta enormes dificuldades para reinvestir o valor gerado pelos seus próprios recursos naturais.

A estratégia global avança por mais três eixos fundamentais. A prevenção exige o corte de fluxos ilícitos e mais transparência. A resolução pacífica de disputas tenta evitar novas guerras. Por fim, a resposta climática deve integrar todas as ações políticas e preventivas.

O antigo primeiro-ministro português resumiu a urgência com uma mensagem clara: "Chega de exploração. Chega de pilhagens."

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