Tóquio acelera reforço militar urgente perante ameaças da China e Rússia
O cenário de segurança na região Ásia-Pacífico deteriora-se a um ritmo acelerado. O Japão avança agora para uma profunda transformação das suas forças armadas para enfrentar a crescente cooperação ent...

O cenário de segurança na região Ásia-Pacífico deteriora-se a um ritmo acelerado. O Japão avança agora para uma profunda transformação das suas forças armadas para enfrentar a crescente cooperação entre Pequim, Moscovo e Pyongyang.
Shinjiro Koizumi, ministro da Defesa nipónico, emitiu um aviso claro no último relatório anual. O governante exige que o país encare a expansão militar com um sentimento de urgência e crise inédito.
Tóquio já iniciou a mudança no terreno. O governo aumenta as despesas de defesa e instala lança-mísseis nas ilhas periféricas. As forças armadas procuram também garantir novas capacidades de contra-ataque.
Atividade militar intensa
As movimentações em torno do espaço aéreo e marítimo japonês geram alarme. O documento oficial relata a presença constante de porta-aviões chineses e aproximações perigosas entre aeronaves militares.
Os caças japoneses descolaram 595 vezes num período de doze meses. A grande maioria das interceções visou aviões da China (366) e da Rússia (214). Apesar do volume elevado de intervenções, os números representam uma descida face às 704 saídas registadas no ano anterior.
Expansão da indústria e parcerias
O Japão decidiu levantar as restrições às exportações de armamento em abril. Contudo, a base industrial de defesa do país ainda apresenta limitações para impulsionar a produção e a inovação tecnológica.
Para compensar as falhas internas, Tóquio reforça a sua teia de alianças internacionais. Koizumi debateu recentemente a parceria nipo-americana com Pete Hegseth, o seu homólogo dos Estados Unidos.
O plano japonês envolve criar uma rede de segurança alargada e robusta. Austrália, Coreia do Sul e Filipinas assumem papéis centrais para garantir um Indo-Pacífico livre de pressões externas.
O alerta de Pequim
A China observa estas mudanças táticas com forte apreensão. O governo chinês acusa o país vizinho de regressar a uma postura histórica de militarismo.
A tensão diplomática atingiu um novo pico nos últimos meses. A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, admitiu uma intervenção militar de Tóquio num eventual ataque chinês a Taiwan. Esta declaração agravou profundamente as relações bilaterais entre as duas potências asiáticas.





























