Macau e Madeira juntam-se à China para inovar tecnologias de aviação
O novo Instituto de Investigação em Tecnologia de Simulação de Aviação China-Portugal quer aplicar soluções tecnológicas diretas na indústria aeronáutica. A iniciativa junta a companhia aérea China So...

O novo Instituto de Investigação em Tecnologia de Simulação de Aviação China-Portugal quer aplicar soluções tecnológicas diretas na indústria aeronáutica. A iniciativa junta a companhia aérea China Southern Airlines, a Universidade de Tecnologia de Guangdong (GDUT), a Universidade de São José (USJ) em Macau e a Universidade da Madeira.
Realidade virtual e inteligência artificial
O consórcio foca-se no desenvolvimento de simuladores avançados de voo e na criação de novas patentes. A USJ assume um papel consultivo em design, integrando soluções de realidade virtual e aumentada. A Universidade da Madeira entra no projeto para contribuir com a sua experiência na análise dos ventos e da orografia. A instituição madeirense já utiliza inteligência artificial para medir e prever as condições atmosféricas no aeroporto da ilha.
Aplicação direta na indústria
O projeto arrancou em junho na cidade de Guangzhou e ficou formalizado na última semana, através da assinatura de um memorando na Madeira. Os parceiros chineses procuram atualizar a inteligência artificial dos seus simuladores para otimizar o treino de pilotos e adaptar os sistemas ao complexo relevo da China.
Carlos Sena Caires, representante da USJ, destaca a importância da colaboração com a China Southern Airlines. A ligação estruturada à indústria permite transformar a investigação universitária em aplicações concretas e imediatas no exigente mercado da aviação.
Aposta na Grande Baía
Este acordo reforça a posição de Macau como plataforma de cooperação entre a China e os países de língua portuguesa. O projeto integra-se no desenvolvimento da Grande Baía, uma zona estratégica que engloba Macau, Hong Kong e nove cidades da província de Guangdong.
Com mais de 80 milhões de habitantes, esta região asiática regista um crescimento tecnológico acelerado e procura ativamente investigadores e especialistas. O memorando assinado garante ainda a mobilidade académica, permitindo que docentes e estudantes participem em intercâmbios e workshops conjuntos entre as várias instituições.





























