PUBLICIDADE
SAUDE

Venda de bolsas de nicotina a menores de 21 anos motiva exigência de novas regras médicas

A Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública (ANMSP) exige um cerco mais apertado às bolsas de nicotina. A estrutura considera a recente proposta do Governo demasiado branda e alerta para os per...

Venda de bolsas de nicotina a menores de 21 anos motiva exigência de novas regras médicas
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública (ANMSP) exige um cerco mais apertado às bolsas de nicotina. A estrutura considera a recente proposta do Governo demasiado branda e alerta para os perigos de normalizar o consumo.

A meta dos especialistas é afastar os mais jovens destes novos produtos. Para isso, propõem a proibição da venda a menores de 21 anos.

Os médicos exigem ainda o fim da comercialização num raio de um quilómetro de escolas, hospitais e creches. O objetivo passa por travar a criação de um novo mercado de dependentes.

Proposta do Governo falha na prevenção

O Governo aprovou um diploma que estabelece regras para vender produtos de nicotina sem tabaco. O documento proíbe a venda a menores de idade e impõe limites máximos para a substância.

A proposta desce agora à Assembleia da República para discussão parlamentar. A ANMSP aplaude a verificação de idade e as regras de rotulagem, mas garante que o enquadramento legal protege pouco a saúde pública.

Perigos escondidos nas pequenas bolsas

O consumo traz consequências severas e já comprovadas pelo Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia. O elevado risco de dependência e os danos cardiovasculares lideram a lista de preocupações médicas.

As mulheres grávidas ou a amamentar correm riscos acrescidos. O uso afeta de forma direta a saúde oral e prejudica o desenvolvimento cerebral das faixas etárias mais novas.

Ilusão sobre o fim do tabagismo

Os especialistas recusam a ideia de que estas bolsas ajudam a deixar de fumar. Não existe evidência científica que suporte a teoria da alternativa saudável ao cigarro tradicional.

A ANMSP defende a proibição total de aromas e de embalagens que atraiam crianças. Pede também a inclusão de alertas fortes nos rótulos sobre os danos reais provocados pela substância.

Portugal não tem qualquer tradição cultural de consumir nicotina por via oral. A entrada destas bolsas serve apenas para recrutar pessoas que nunca fumaram.

A nível europeu, o cerco também aperta. A Comissão Europeia prepara-se para agravar a legislação sobre cigarros eletrónicos, tabaco aquecido e bolsas de nicotina ainda este ano.

PUBLICIDADE