PUBLICIDADE
ECONOMIA

A japonesa Honda perde 2,29 mil milhões de euros após suspender o lançamento de novos elétricos

A mudança de estratégia da construtora nipónica gerou um forte impacto negativo nas contas anuais. A empresa fechou o ano fiscal de 2025 com um prejuízo de 423,9 mil milhões de ienes (2,29 mil milhões...

A japonesa Honda perde 2,29 mil milhões de euros após suspender o lançamento de novos elétricos
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A mudança de estratégia da construtora nipónica gerou um forte impacto negativo nas contas anuais. A empresa fechou o ano fiscal de 2025 com um prejuízo de 423,9 mil milhões de ienes (2,29 mil milhões de euros) após travar a produção de vários automóveis elétricos.

Este resultado contrasta de forma expressiva com o lucro de 4,52 mil milhões de euros alcançado no exercício anterior.

O impacto das decisões na América do Norte

A quebra financeira decorre diretamente do cancelamento de projetos nos Estados Unidos. A suspensão do desenvolvimento de modelos elétricos gerou perdas acima dos sete mil milhões de euros apenas no quarto trimestre.

As vendas globais da divisão automóvel recuaram 8,9%, fixando-se nos 3,39 milhões de veículos comercializados.

O abrandamento da procura ditou a retirada de três modelos estratégicos: o utilitário desportivo e o turismo da linha Honda 0, além do Acura RSX.

A nova aposta no segmento híbrido

Face à desaceleração do setor elétrico, a gestão da marca redireciona agora os recursos para a tecnologia híbrida.

A reestruturação afetou também a parceria estabelecida com a Sony. A aliança viu-se forçada a cancelar o lançamento de dois modelos da nova marca Afeela.

A direção garante que o corte rigoroso de despesas manteve a rentabilidade das operações principais. O prejuízo resulta exclusivamente do rombo provocado pelos investimentos na divisão elétrica.

Motociclos seguram a faturação

O mercado de duas rodas evitou um cenário mais grave para a marca. As receitas totais subiram 0,5%, sustentadas pela venda de 22,1 milhões de motociclos.

Este crescimento de 7,4% ajudou a equilibrar a balança comercial, mesmo perante um ligeiro recuo de matrículas no mercado japonês e norte-americano.

Reação positiva dos mercados e perspetivas futuras

A resposta dos investidores contrariou os números vermelhos. Na Bolsa de Tóquio, as ações da construtora valorizaram até 9% nas primeiras horas após o anúncio dos resultados.

A equipa de gestão projeta agora um regresso aos lucros no final do ano fiscal de 2027. A previsão oficial aponta para ganhos líquidos de 1,41 mil milhões de euros e um aumento de 6,2% nas receitas globais.

PUBLICIDADE