Conservatório Nacional em Lisboa falha novos prazos e Livre exige respostas urgentes
Alunos e professores da Escola Artística de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa, continuam sem data prevista para regressar ao antigo Convento dos Caetanos. A conclusão da reabilitação do edif...

Alunos e professores da Escola Artística de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa, continuam sem data prevista para regressar ao antigo Convento dos Caetanos. A conclusão da reabilitação do edifício-sede acaba de falhar a meta de agosto de 2026.
Perante esta indefinição, o partido Livre enviou um conjunto de questões ao ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre. O objetivo principal é arrancar do Governo um calendário definitivo para o fim da empreitada.
Comunidade escolar em situação precária
A direção da escola foi recentemente informada de que o regresso às instalações definitivas não vai acontecer no arranque do ano letivo de 2026/2027. Este novo revés prolonga uma espera que se arrasta desde 2018.
Atualmente, a atividade letiva decorre na Escola Secundária Marquês de Pombal. A deputada Filipa Pinto alerta que este espaço provisório carece de infraestruturas básicas para o ensino especializado, como a insonorização adequada das salas de aula.
Governo questionado sobre prioridades
A intervenção parlamentar surge na sequência de uma manifestação realizada a 8 de junho e de uma petição pública. O Livre procura tranquilizar a comunidade escolar e exige garantias sobre as atuais condições de ensino.
Filipa Pinto critica os sucessivos adiamentos e questiona o verdadeiro interesse do Executivo de Luís Montenegro no setor cultural. A deputada lamenta que a cultura continue a ser tratada como o parente pobre deste Governo.
Mérito dos alunos destaca-se
Apesar de todas as adversidades logísticas e dos atrasos na obra iniciada apenas em 2021, o desempenho académico mantém-se elevado. O esforço conjunto de docentes e estudantes tem garantido resultados de excelência.
Para o Livre, a resiliência desta comunidade não pode servir de desculpa para a inação estatal. O partido defende que o Governo precisa de assumir responsabilidades e garantir o direito a um ensino artístico de qualidade.



























