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ECONOMIA

A economia dos Estados Unidos acelera para 2,1% impulsionada pela inteligência artificial

A febre da inteligência artificial (IA) salvou o desempenho económico dos Estados Unidos no arranque do ano. O Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano cresceu 2,1% no primeiro trimestre, superando...

A economia dos Estados Unidos acelera para 2,1% impulsionada pela inteligência artificial
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A febre da inteligência artificial (IA) salvou o desempenho económico dos Estados Unidos no arranque do ano. O Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano cresceu 2,1% no primeiro trimestre, superando claramente a estimativa anterior de 1,6% avançada pelo Departamento do Comércio.

Esta revisão em alta confirma uma recuperação sólida face aos 0,5% registados no final de 2025, altura em que o encerramento do governo federal paralisou o país durante 43 dias.

O motor tecnológico das empresas

O tecido empresarial norte-americano apressou-se a reforçar os seus centros de dados. O investimento em equipamento de processamento de informação disparou 39,9%. Excluindo o setor imobiliário, o investimento privado global deu um salto expressivo de 10,6%.

Apesar do forte impulso, a RBC Capital Markets avisa que este ritmo de gastos em tecnologia não constitui um caminho sustentável a longo prazo, antecipando uma perda de dinamismo nestes investimentos.

Guerra e inflação travam o consumo

O conflito com o Irão inflacionou os preços da gasolina e castigou o orçamento das famílias. As despesas de consumo tombaram de forma acentuada face ao trimestre anterior. Este dado gera forte apreensão, uma vez que os gastos familiares representam cerca de 70% de toda a atividade económica do país.

Heather Long, economista-chefe da Navy Federal Credit Union, sublinha a urgência de acompanhar o comportamento das famílias a curto prazo. Os consumidores suportam meses de enorme pressão e aguardam um alívio nas bombas de combustível, algo que depende das atuais negociações de paz com o regime iraniano.

Imobiliário recua e emprego surpreende

As elevadas taxas de juro continuam a asfixiar a compra de casa. O investimento residencial afundou 7,8% entre janeiro e março, marcando o quinto declínio trimestral consecutivo e a maior queda desde 2022.

Apesar dos constrangimentos energéticos e financeiros, o mercado de trabalho revelou uma resiliência inesperada. A economia criou uma média de 188 mil empregos mensais entre março e maio. Este dinamismo reverte a estagnação de 2025, ano em que as empresas contrataram menos de 10 mil trabalhadores por mês devido à incerteza em torno das políticas comerciais e de imigração do Presidente Donald Trump.

A despesa pública também suportou o crescimento económico. O investimento do Estado aumentou 9,4%, refletindo o regresso à normalidade após a paralisação governamental. Os analistas aguardam agora por 30 de julho, data em que o Departamento do Comércio apresenta os primeiros dados relativos ao segundo trimestre.

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