Os Açores devem ter voz direta no Conselho de Ministros da União Europeia
O antigo líder do Governo Regional exige mais autonomia e a regionalização de serviços cruciais como a polícia e a justiça.

O antigo líder do Governo Regional exige mais autonomia e a regionalização de serviços cruciais como a polícia e a justiça.
Representação direta em Bruxelas
A participação ativa nas grandes decisões europeias é a nova prioridade para João Bosco Mota Amaral. O histórico dirigente defende que o arquipélago precisa de um lugar fixo no Conselho de Ministros da União Europeia.
Esta presença deve acontecer sempre que os temas em debate afetem as ilhas. A representação ficaria a cargo do presidente do executivo açoriano ou de um governante com a tutela das relações externas.
Fim do centralismo e novos poderes
O aprofundamento da autonomia exige a transferência de mais competências do Estado. Mota Amaral propõe a gestão regional das forças de segurança e a criação de um tribunal da Relação próprio nos Açores.
O antigo líder político mantém uma postura crítica em relação a Lisboa. Sublinha que esmagar o interesse da região em nome de uma vontade nacional superior assume contornos de um verdadeiro ato de colonialismo.
Meio século de desafios insulares
As reivindicações surgem na celebração dos 50 anos das primeiras eleições legislativas regionais de 1976. Nessa época, o grande obstáculo inicial foi unir um povo dividido pelo isolamento de cada ilha.
Lisboa olhava para os Açores com desconfiança e tratava o território quase como uma possessão. A luta contra esta suspeição centralista marcou as primeiras décadas do regime autonómico.
O impacto do movimento independentista
O verão quente de 1975 trouxe para as ruas os primeiros movimentos independentistas. Mota Amaral reconhece o papel destas forças na consolidação do poder regional perante o Estado português.
Embora encare a independência como uma alternativa política legítima nos dias de hoje, o arquiteto da autonomia garante que o modelo atual continua a ser o formato mais eficaz para proteger os açorianos.



























