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PORTUGAL

Aeroporto de Lisboa ganha novas cabines de fronteira para travar filas de passageiros

Os passageiros que aterram na capital vão enfrentar menos tempo de espera nas fronteiras. A partir de 29 de maio, o Aeroporto Humberto Delgado recebe novas cabines de controlo manual para acelerar as ...

Aeroporto de Lisboa ganha novas cabines de fronteira para travar filas de passageiros
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Os passageiros que aterram na capital vão enfrentar menos tempo de espera nas fronteiras. A partir de 29 de maio, o Aeroporto Humberto Delgado recebe novas cabines de controlo manual para acelerar as verificações de segurança.

O Ministério da Administração Interna (MAI) desenhou a medida para responder aos recentes estrangulamentos. O plano do Governo inclui a instalação de mais pórticos de leitura automática de passaportes (e-gates). Em julho, a Polícia de Segurança Pública (PSP) recebe também um reforço de agentes para operar as fronteiras aéreos.

Caos motivado por falhas técnicas

As demoras recentes em Lisboa resultam de uma conjugação de obstáculos operacionais. Obras nos terminais, concentrações intensas de viajantes num curto espaço de tempo e quebras nos sistemas informáticos paralisaram o atendimento e geraram esperas superiores a uma hora.

No último fim de semana, a situação alastrou-se ao resto do país. O aeroporto do Porto chegou a registar filas de duas horas. Lisboa e Faro atingiram a hora e meia. A PSP atribuiu o colapso a problemas técnicos durante o desembarque de um elevado fluxo de cidadãos exteriores ao espaço Schengen.

Sistema europeu mantém-se ativo

A companhia aérea Ryanair exigiu ao Governo a suspensão do novo Sistema de Entradas/Saídas (EES) até setembro. O executivo recusou o apelo da transportadora irlandesa e garante o cumprimento das normas da União Europeia.

O atual modelo substituiu os tradicionais carimbos por registos digitais do rosto e das impressões digitais dos passageiros extracomunitários. Apesar da recusa de uma suspensão total, as autoridades assumem alguma margem de manobra.

Quando o congestionamento ameaça a segurança e o funcionamento dos aeroportos, a PSP pode interromper a recolha de dados biométricos. A polícia já aplicou esta solução de emergência em abril, nos três maiores aeroportos nacionais. Assim que o fluxo abranda, os agentes retomam o procedimento informático completo.

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